Motorista é parado em fiscalização com passageiro sem cinto, acredita que apenas quem está sem o equipamento seria responsabilizado, agente explica como o CTB trata o uso do cinto dentro do veículo
Entenda a responsabilidade de quem dirige e o que prevê o artigo 167 do CTB
Um motorista parado em uma fiscalização percebeu que um dos passageiros estava sem o cinto de segurança. Ele acreditava que apenas a pessoa no banco traseiro seria responsabilizada, mas o agente explicou que o CTB atribui ao condutor o dever de circular com todos devidamente protegidos dentro do veículo.
O cinto é obrigatório para todos os ocupantes?
O artigo 65 do Código de Trânsito Brasileiro determina o uso do cinto pelo condutor e pelos passageiros em todas as vias do território nacional, ressalvadas as situações regulamentadas pelo Contran. A exigência não depende do banco ocupado nem da distância da viagem. Ela alcança:
- motorista e passageiro do banco dianteiro;
- ocupantes dos bancos traseiros;
- deslocamentos em ruas e avenidas urbanas;
- viagens em estradas e rodovias;
- trajetos curtos realizados perto de casa.
Quem recebe os pontos quando o passageiro está sem cinto?
A infração relacionada à condução do veículo é atribuída ao motorista identificado. O artigo 257 estabelece que o condutor responde pelas irregularidades decorrentes dos atos praticados na direção. Por isso, o passageiro estar sem cinto pode gerar pontos no prontuário de quem estava ao volante.
A regra não significa que o ocupante possa ignorar sua própria segurança. Todos devem colocar o equipamento antes do início do trajeto. Porém, cabe ao motorista verificar a condição dos passageiros e evitar que o veículo circule enquanto alguém estiver sem a proteção obrigatória.

Criança sem proteção recebe o mesmo enquadramento?
O transporte irregular de crianças possui regras próprias. Além do cinto, idade, altura, posição no veículo e dispositivo de retenção precisam ser considerados. Conforme o caso, podem ser exigidos bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação, de acordo com as normas estabelecidas para o transporte infantil.
Quando uma criança é levada sem observar essas exigências, o enquadramento pode ocorrer pelo artigo 168, que prevê infração gravíssima. A medida administrativa é a retenção do veículo até a regularização. Portanto, colocar uma criança diretamente no banco com um cinto inadequado não garante o cumprimento da regra.
Qual é a penalidade prevista no artigo 167?
Deixar o condutor ou o passageiro de usar o cinto é uma infração grave. A penalidade corresponde a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH do responsável. Durante a abordagem, o veículo também fica sujeito à retenção até que a irregularidade seja corrigida. A fiscalização observa pontos como:
Pontos observados no uso do cinto de segurança
A análise deve considerar a existência do equipamento, sua utilização correta, a posição dos ocupantes e a regularização da situação antes da continuidade do trajeto.
Verifique se o equipamento está presente no assento correspondente e se apresenta condições aparentes de utilização.
Observe se o cinto está efetivamente afivelado e posicionado de forma compatível com sua função de retenção.
Identifique quais lugares estão ocupados e a situação individual de cada passageiro em relação ao equipamento de segurança.
O registro deve individualizar o condutor e relacioná-lo corretamente à situação constatada durante a abordagem.
Quando aplicável, a situação deve ser regularizada com a colocação adequada do cinto antes da continuidade do deslocamento.
Observe cada ocupante separadamente: a existência do equipamento, seu uso efetivo e a posição no veículo são elementos distintos e devem ser verificados em conjunto.
Verificação antes de colocar o veículo em movimento
O motorista deve conferir os ocupantes antes de sair da vaga, inclusive quando transporta adultos. Se alguém retirar o cinto durante o percurso, a conduta segura é parar em local permitido e só continuar depois que o equipamento estiver novamente colocado. Alegar que o passageiro decidiu soltá-lo não impede a autuação constatada na via.
A obrigação acompanha toda a circulação, e não apenas o momento em que o carro passa por uma blitz. O condutor responde pela viagem realizada com passageiro sem cinto, recebe a multa e os pontos correspondentes, enquanto o veículo permanece retido até a colocação do equipamento. Nos bancos traseiros, a exigência é a mesma aplicada aos ocupantes da frente.
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