Um vulcão em Marte sobe cerca de 22 quilômetros e ocupa uma área tão grande que sua base ultrapassa o tamanho de muitos países
A baixa gravidade e a longa atividade vulcânica sobre uma crosta quase imóvel ajudaram a formar o maior vulcão conhecido do Sistema Solar
No hemisfério ocidental de Marte, uma montanha vulcânica domina a paisagem em escala quase difícil de imaginar. Olympus Mons é o maior vulcão conhecido do Sistema Solar e se eleva cerca de 22 quilômetros acima das planícies ao redor, resultado de uma história geológica favorecida pela baixa gravidade marciana e por erupções repetidas ao longo de um período muito extenso.
O que é Olympus Mons e onde ele fica?
Olympus Mons é um vulcão-escudo situado na região de Tharsis, uma vasta província vulcânica de Marte. Vulcões desse tipo são formados principalmente por derrames sucessivos de lava relativamente fluida, que se espalha por longas distâncias e constrói encostas amplas, em vez de montanhas muito íngremes como vários vulcões explosivos da Terra.
Sua posição no noroeste de Tharsis ajuda a explicar por que ele se tornou um dos marcos mais conhecidos do planeta. Vista do espaço, sua base ultrapassa 600 quilômetros de diâmetro, enquanto o topo abriga uma grande caldeira composta por várias depressões sobrepostas, abertas após episódios de colapso ligados à saída de magma.
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Como um vulcão marciano conseguiu crescer tanto?
O crescimento extremo não aconteceu de uma vez. Olympus Mons foi construído por muitas erupções ao longo de longos intervalos de tempo, com novas lavas cobrindo fluxos mais antigos e ampliando gradualmente a montanha em largura e altura.
Como a lava basáltica marciana podia avançar por grandes distâncias antes de se solidificar, o edifício vulcânico foi se espalhando em camadas sucessivas. Em vez de produzir um cone estreito, esse processo gerou um vulcão-escudo gigantesco, de encostas suaves e enorme extensão lateral.
- Erupções repetidas durante muito tempo;
- Lava relativamente fluida;
- Pouca deformação da crosta sob o vulcão;
- Gravidade menor do que a da Terra;
- Acúmulo progressivo de fluxos sobrepostos.
O vídeo da NASA explica por que Marte abriga vulcões tão descomunais.
Por que a baixa gravidade e a crosta imóvel fizeram diferença?
A gravidade de Marte é muito menor que a da Terra, o que reduz a tendência de colapso do edifício vulcânico sob o próprio peso. Isso ajuda uma montanha a crescer mais antes que suas encostas ou sua base sofram limitações estruturais comparáveis às encontradas em nosso planeta.
Outro fator importante é que Marte não possui tectônica de placas ativa como a Terra atual. Aqui, pontos quentes costumam alimentar erupções enquanto a placa se move por cima deles, formando cadeias de вулcões. Em Marte, a crosta permaneceu praticamente sobre a mesma fonte de magma, permitindo que um único vulcão continuasse sendo abastecido por muito tempo.
Quais características tornam Olympus Mons diferente dos vulcões da Terra?
Além da altura, o vulcão possui uma escarpa basal impressionante em vários trechos, chegando a quilômetros de desnível entre a montanha e a planície vizinha. O topo também chama atenção pela caldeira complexa, formada por múltiplos colapsos, sinal de uma história eruptiva longa e variada.
A própria NASA resume essa escala ao observar que Olympus Mons se ergue mais de 25 milhas a partir da base até o cume e possui uma base comparável à área do Arizona, em https://science.nasa.gov/mars/facts/. Isso o torna várias vezes maior do que os maiores vulcões-escudo terrestres, como Mauna Loa.

Que números mostram a escala desse gigante?
A altura de cerca de 22 quilômetros refere-se, em geral, à diferença em relação às planícies circundantes. Medições a partir da base mais ampla podem produzir valores ainda maiores, razão pela qual diferentes fontes apresentam números que variam conforme o ponto de referência adotado.
A base ultrapassa 600 quilômetros de diâmetro e cobre mais de 300 mil quilômetros quadrados, enquanto a caldeira no topo mede aproximadamente 80 por 60 quilômetros. Esses dados ajudam a entender por que o vulcão é frequentemente comparado não apenas a montanhas, mas a regiões inteiras.
| Aspecto | Estimativa |
|---|---|
| Altura acima das planícies | Cerca de 22 km |
| Diâmetro da base | Mais de 600 km |
| Área aproximada | Mais de 300 mil km² |
| Caldeira do topo | Cerca de 80 x 60 km |
Por que Olympus Mons é tão importante para entender Marte?
Olympus Mons funciona como um registro da história interna marciana. Seu tamanho, sua forma e suas lavas ajudam os cientistas a investigar por quanto tempo Marte manteve atividade vulcânica, como o calor escapava do interior do planeta e de que modo a crosta reagiu ao peso de estruturas gigantescas.
Estudar Olympus Mons também permite comparar planetas rochosos com comportamentos geológicos diferentes. Ao mostrar o que acontece em um mundo com menor gravidade e sem placas tectônicas móveis como as da Terra, ele se tornou uma peça central para compreender a evolução vulcânica de Marte.
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