Carnificina suprema deve paralisar plenário físico do STF
Na avaliação de alguns integrantes da Corte, não há “mais clima” para se discutir temas de grande repercussão ao longo do ano de 2026
Independentemente do desfecho da discussão sobre a abertura de um procedimento contra o ministro Alexandre de Moraes, que começa nesta terça-feira, 15, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a crise em torno do magistrado deve paralisar, na prática, a pauta do plenário da Corte até o fim do ano.
Na avaliação de alguns integrantes da Corte, não há “mais clima” para se discutir temas de grande repercussão ao longo do ano de 2026. A tendência é que grandes pautas constitucionais voltem para a discussão do plenário apenas no ano que vem. E isso se as feridas entre os ministros estiverem sanadas até lá.
A sessão desta terça-feira foi marcada por uma troca de acusações entre ministros como Flávio Dino, o presidente da Corte, Edson Fachin, Gilmar Mendes e André Mendonça.
Gilmar Mendes, por exemplo, acusou André Mendonça de tentar influenciar no resultado eleitoral ao levar para julgamento às vésperas do 7 de setembro do pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. Já Dino acusou o presidente da Corte de tentar se apossar das investigações sobre o Caso Master e do escândalo do INSS.
“Desculpe a sinceridade, presidente. Mas as coisas precisam ser chamadas pelo nome. Não se pode submeter… Mesmo o colega que esteja eventualmente envolvido, que teve um filho, não pode estar submetido a esse tipo de vexame. É uma atitude covarde, vil. Já disse isso em outro momento. Até a máfia tem ética. É preciso ter decência. Não se comporta dessa forma. Não se comporta dessa forma”, disse Gilmar Mendes em referência ao ministro André Mendonça.
Para além das trocas de farpas públicas, integrantes do STF alinhados a Mendonça criticam as manobras processuais que, na visão deles, foram protagonizadas por Dino e Gilmar. Os dois têm atuado para que o pedido de providencias contra Moraes sejam analisados em conjunto com uma solicitação impetrada pelo ex-relator do inquérito das fake news contra Mendonça.
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Comentários (1)
Joaquim Duran
15.09.2026 16:33Suprema vergonha.