Um avião da NASA perseguiu a sombra da Lua a 15 mil metros para prolongar um eclipse e fotografar a coroa acima das nuvens
A altitude de voo colocou a aeronave acima da maioria das nuvens e do vapor atmosférico

O que você vai ver
- O que aconteceu durante o eclipse de 12 de agosto de 2026.
- Como voar ao longo do caminho da totalidade prolonga o eclipse.
- Por que voar a 15 mil metros ajuda a fotografar a coroa solar.
- Como nuvens e vapor atmosférico atrapalham observações no solo.
- Por que a NASA usa esse tipo de aeronave para estudar eclipses.
Um avião da NASA perseguiu a sombra da Lua a 15 mil metros de altitude durante um eclipse solar, estratégia que permitiu prolongar o fenômeno e fotografar a coroa solar acima da maior parte das nuvens e do vapor atmosférico.
O que aconteceu durante o eclipse de 12 de agosto de 2026?
Durante o eclipse total de 12 de agosto de 2026, um avião WB-57F da NASA voou ao longo do caminho da totalidade perto da Islândia, missão que buscava acompanhar diretamente a sombra da Lua projetada sobre a superfície terrestre durante o fenômeno.
Esse tipo de voo coordenado especificamente com o trajeto do eclipse permite à equipe científica se posicionar de forma otimizada para observação, aproveitando ao máximo cada segundo disponível do fenômeno astronômico enquanto a aeronave acompanha o movimento da sombra lunar sobre a paisagem abaixo.
Chasing the Moon’s shadow for science. ✈️ 🌑
— NASA's Johnson Space Center (@NASAJohnson) September 3, 2026
During the Aug. 12 total solar eclipse, NASA Johnson pilots based at Ellington Field flew a WB-57F from Iceland through the path of totality. Observations collected in flight gave scientists a clearer look at the Sun’s corona, helping… pic.twitter.com/DI1NbYayvO
Como voar ao longo do caminho da totalidade prolonga o eclipse?
Ao voar na mesma direção do deslocamento da sombra da Lua sobre a superfície, o WB-57F conseguiu prolongar artificialmente a duração da totalidade observável a bordo, já que a velocidade da aeronave reduzia a velocidade relativa entre o avião e a sombra projetada durante o eclipse.
Essa estratégia de perseguição da sombra é uma técnica reconhecida para estender o tempo de observação de eclipses totais, que normalmente duram apenas alguns minutos na superfície, mas que podem ser observados por um período mais longo quando a aeronave acompanha o movimento da sombra lunar ao longo de sua trajetória.
Por que voar a 15 mil metros ajuda a fotografar a coroa solar?
Voar a uma altitude de aproximadamente 15 mil metros colocou o WB-57F acima da grande maioria das nuvens e do vapor atmosférico presente nas camadas mais baixas da atmosfera, condição que melhorou significativamente a qualidade do registro fotográfico da coroa solar durante o eclipse.
Essa altitude elevada reduz drasticamente as interferências atmosféricas que normalmente afetam observações feitas a partir do solo, já que a maior parte do vapor d’água e das nuvens que poderiam obstruir ou distorcer a visão da coroa solar fica abaixo do nível de voo alcançado pela aeronave.
Como nuvens e vapor atmosférico atrapalham observações no solo?
Observadores posicionados no solo durante um eclipse dependem diretamente das condições climáticas locais, já que nuvens podem bloquear completamente a visão do fenômeno e o vapor atmosférico tende a degradar a nitidez de detalhes mais sutis, como os da própria coroa solar.
Essa vulnerabilidade às condições climáticas é uma das principais limitações da observação de eclipses feita inteiramente a partir da superfície, o que torna estratégias como o voo do WB-57F particularmente valiosas para garantir um registro de qualidade, independentemente das condições meteorológicas na região abaixo da aeronave.
Chasing the shadow of a New Moon, NASA’s WB-57F high altitude research aircraft took to the skies off the coast of Iceland on August 12 to observe a total solar eclipse. At 50,000 feet the aircraft was piloted along the precisely determined path of totality to maximize its time… pic.twitter.com/qS0EJhzCnt
— NASA Astronomy Picture of the Day (@apod) September 6, 2026
Por que a NASA usa esse tipo de aeronave para estudar eclipses?
A NASA recorre a aeronaves como o WB-57F para estudar eclipses porque a combinação entre altitude elevada e capacidade de se deslocar ao longo do caminho da totalidade oferece vantagens observacionais que combinam o melhor de dois mundos, prolongamento do fenômeno e condições atmosféricas mais favoráveis.
Esse tipo de missão aérea complementa observações feitas no solo e por satélites, fornecendo à agência espacial americana uma perspectiva adicional sobre eventos astronômicos como eclipses solares, que ocorrem em janelas de tempo limitadas e exigem planejamento cuidadoso para maximizar a qualidade dos dados coletados.
- Um WB-57F da NASA voou ao longo do caminho da totalidade durante o eclipse de 12 de agosto de 2026.
- Voar na direção da sombra da Lua prolongou artificialmente a duração observável do eclipse.
- A altitude de cerca de 15 mil metros colocou a aeronave acima da maioria das nuvens.
- Essa estratégia permitiu registrar a coroa solar com menos interferência atmosférica.
Estratégias que exploram posicionamento específico para melhorar observações também aparecem em outros relatos, como o caso das duas galáxias espirais registradas pelo telescópio Gemini North em processo de fusão gravitacional.
Mais detalhes sobre a missão do WB-57F estão disponíveis no site oficial da NASA.
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