Praias urbanas, lagoas e uma orla muito conhecida ajudam a explicar por que esta capital nordestina virou destino constante de férias
Mar, ambientes lagunares e infraestrutura turística criam roteiros diferentes dentro de uma capital onde a água define boa parte da paisagem.
Entre arrecifes, coqueiros e edifícios à beira-mar, a paisagem urbana acompanha praias de águas claras e uma extensa faixa de calçadão. Em Maceió, capital de Alagoas, a orla marítima, a Lagoa Mundaú e os passeios às piscinas naturais ajudam a explicar uma economia turística ativa durante diferentes épocas do ano.
Como a orla urbana virou o principal cartão-postal de Maceió?
A faixa costeira concentra hotéis, restaurantes, ciclovias, quiosques e espaços de caminhada. Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca formam o trecho mais conhecido, onde praias e bairros densamente ocupados convivem praticamente na mesma linha da costa.
A estrutura continua mudando. Em 2026, a Nova Orla de Jaraguá passou a conectar melhor o bairro histórico à Pajuçara, acrescentando um novo espaço de lazer e convivência junto ao mar.

O que diferencia Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca?
Pajuçara é tradicionalmente associada às jangadas que seguem para piscinas naturais na maré baixa. Ponta Verde reúne uma faixa urbana muito utilizada para caminhada e banho de mar, enquanto Jatiúca combina praia, hotéis, restaurantes e bairros residenciais.
As condições do mar não são iguais todos os dias. Maré, vento e chuva podem alterar transparência, faixa de areia e formação das piscinas naturais, por isso a aparência encontrada em uma viagem não representa uma condição permanente.
Quatro elementos ajudam a diferenciar esse trecho da costa:
Onde as lagoas entram na paisagem da capital?
A Lagoa Mundaú cria uma segunda frente de água dentro de Maceió. A orla lagunar margeia aproximadamente 24 quilômetros, passando por bairros onde pesca, coleta de sururu, artesanato e ocupação urbana mantêm uma relação histórica com esse ecossistema.
Mundaú integra o Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú-Manguaba. A Lagoa Manguaba, porém, fica principalmente em municípios vizinhos; portanto, falar nas duas como se estivessem inteiramente dentro de Maceió apaga uma diferença geográfica importante.
Por que o Pontal da Barra amplia o roteiro além das praias?
No encontro entre a Lagoa Mundaú e a faixa costeira, o Pontal da Barra reúne pesca, restaurantes e produção artesanal. O bordado filé é uma das referências culturais mais conhecidas do bairro e está ligado à identidade de comunidades da região lagunar.
O lugar também permite observar outra Maceió, menos ligada à sequência de hotéis da orla oceânica. Pôr do sol na lagoa, barcos e atividades tradicionais mostram como o turismo local pode combinar praia, patrimônio cultural e ambientes estuarinos.
O que os números recentes mostram sobre o turismo?
Na alta temporada 2025/2026, a hotelaria registrou ocupação superior a 80%. No primeiro trimestre de 2026, o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares movimentou 436,8 mil passageiros, alta de 11,46% sobre o mesmo período anterior.
A temporada de cruzeiros também levou cerca de 130 mil passageiros ao Porto de Maceió em 37 escalas. Os dados divulgados pela Prefeitura de Maceió em 2026 reforçam a importância econômica do fluxo turístico.
Três indicadores resumem esse movimento:
Maceió funciona apenas como destino de praia?
Não. A cidade tinha população estimada em 994.952 habitantes em 2025 e mantém vida urbana própria, com comércio, universidades, serviços, bairros históricos e manifestações culturais. A praia é central para o turismo, mas não resume a capital.
O contexto de Maceió ajuda a visualizar essa combinação entre oceano e lagoa. Para quem viaja, o principal ganho está justamente na diversidade: praias urbanas, piscinas naturais, cultura lagunar e gastronomia podem caber no mesmo roteiro.
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