Frias defende patrocínio do Master a “Dark Horse”
“Patrocínio privado, por si só, não é crime”, diz deputado alvo de operação da PF por desvio de recursos públicos
O deputado Mário Frias (PL-SP) voltou a dizer que o patrocínio do Banco Master ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL), não configura crime. Em vídeo publicado neste sábado, 12, ele afirmou que seria necessária uma contrapartida ou promessa de ato de ofício para caracterizar uma irregularidade.
“Patrocínio privado, por si só, não é crime. Para existir uma irregularidade, teria que haver alguma coisa a mais: uma promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele dinheiro”, afirmou.
Segundo Frias, as mensagens divulgadas entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, não indicam que o senador tenha oferecido algum benefício em troca do financiamento do filme.
“Não há indicação de que Flávio Bolsonaro tenha oferecido qualquer ato de ofício a Daniel Vorcaro. Não há pedido de projeto de lei, por exemplo, não há promessa de benefício”, acrescentou.
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Patrocínio do filme
Frias comparou o financiamento de “Dark Horse” a outros negócios do Banco Master.
Ele citou ações publicitárias no programa de Luciano Huck e dinheiro investido no Atlético-MG.
“Por que nesses casos não se criou toda esta narrativa?”, questionou.
A defesa de Frias foi feita três dias após ele ser alvo da operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, a operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
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Desvio de recursos de emendas
A investigação apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares e de uso dos valores em contratos relacionados a entidades ligadas à produção de “Dark Horse”.
Frias é roteirista do filme e destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil por meio de duas emendas de 2024.
Segundo a PF, o deputado teria direcionado recursos para organizações presididas por Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora do filme.
A corporação também investiga uma possível movimentação de recursos entre o parlamentar, organizações, fornecedores e empresas relacionadas à produção.
Dados do Coaf apontaram ainda que Frias transferiu R$ 645,4 mil para a Go Up Entertainment em menos de 60 dias. A PF considerou o valor incompatível com os rendimentos mensais de um deputado federal, de cerca de R$ 44 mil.
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