“Lula, Xandão e Flávio vão ter que responder pelos crimes deles”, diz Renan
Candidato à Presidência do Missão defende retirada completa do sigilo do caso Master
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) disse que Lula, Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro “vão ter que responder pelos crimes deles” no escândalo do caso Master. O presidenciável também acusou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de servir aos interesses do banqueiro Daniel Vorcaro.
“Se todas as decisões que são tomadas no STF, são feitas com base no interesse dos ministros em se salvarem de um escândalo, isso significa que a democracia brasileira serve ao escândalo e ela está servindo ao Vorcaro”, disse nesta sexta-feira, 11, em entrevista coletiva.
Renan também defendeu a retirada completa do sigilo da investigação e pediu a punição dos responsáveis.
“Que saia tudo, que fique tudo claro e que punam os responsáveis”, afirmou.
“Crise bizarra”
Ele classificou o caso como “uma crise bizarra” e disse que as informações divulgadas nos últimos dias são “não apenas absurdo, mas chega a ser até cômico”.
Ele criticou ainda Flávio Bolsonaro, seu adversário na corrida presidencial, ao citar a investigação sobre os recursos recebidos de Vorcaro.
“As pessoas ainda não se deram conta do absurdo que é ver um sujeito como Flávio Bolsonaro, que está em segundo nas pesquisas, tendo ele próprio recebido milhões do Daniel Vorcaro”, disse.
“O Lula, ‘Xandão’ e Flávio vão ter que responder pelos crimes deles, e o Flávio não pode fugir desse assunto”, acrescentou.
Criticou ainda a possibilidade de suspensão do julgamento previsto para a próxima terça-feira, 15, que deve analisar o pedido de investigação sobre a relação de Moraes com Vorcaro.
Apesar das críticas, Renan defendeu a preservação do STF como instituição. Disse, porém, que a Corte precisa ser “recuperada” com mudanças em sua composição.
“Quando as pessoas são da mais baixa qualidade, a instituição perde o valor dela. A gente vai precisar recuperar a instituição com novas pessoas”, afirmou.
Mendonça levanta sigilos
Também nesta sexta-feira, o ministro André Mendonça decidiu levantar o sigilo de todas as investigações que estavam em sua alçada e que tem alguma ligação com o caso do Banco Master.
Após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), além de insistentes pedidos de Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, Mendonça decidiu tornar públicas as investigações sobre o caso Dark Horse, sobre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, sobre Ciro Nogueira e sobre Jaques Wagner.
Ao defender o levantamento de todas as peças que estavam nas mãos de Mendonça, Alexandre de Moraes acusou o colega de promover um “levantamento seletivo e direcionado” de documentos sob sigilo para proteger “determinado grupo político”.
“O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizado pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados”, escreveu.
No texto, Moraes não diz qual seria o “grupo político” que Mendonça estaria protegendo.
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