Megaobra de R$ 500 milhões ocupa 550 mil m² na Tríplice Fronteira para erguer o maior porto seco da América Latina, com capacidade para 2 mil caminhões por dia
O projeto promete ampliar a capacidade logística em uma das regiões mais movimentadas do continente
Uma área de 550 mil m² às margens da BR-277, em Foz do Iguaçu, está sendo transformada em um novo terminal alfandegado para atender o fluxo de cargas da Tríplice Fronteira. O projeto foi anunciado com investimento total de R$ 500 milhões e terá capacidade para receber até 2 mil caminhões por dia.
Onde está sendo construído o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu?
O terminal fica na saída de Foz do Iguaçu, no Paraná, próximo à BR-277 e fora da área urbana onde funciona a estrutura atual. A localização também facilita o acesso à Perimetral Leste e à ligação com a Ponte da Integração Brasil-Paraguai.
O Instituto Água e Terra do Paraná informou no lançamento da pedra fundamental que a nova unidade terá 550 mil m², será praticamente três vezes maior que a atual e foi projetada para receber 2 mil caminhões diariamente.

Quanto será investido na megaobra?
O investimento total anunciado para o projeto é de R$ 500 milhões. Esse valor aparece nas divulgações oficiais do Governo do Paraná e do IAT feitas quando a implantação da nova unidade foi lançada.
Há uma diferença importante entre o valor global anunciado e a etapa contratual detalhada mais recentemente. Em agosto de 2026, representantes da concessionária Multilog apresentaram à ACIFI um aporte de R$ 240 milhões ligado ao termo de permissão com a Receita Federal. Os números podem ser organizados assim:
Por que Foz do Iguaçu precisa de um porto seco tão maior?
O porto seco atual foi construído nos anos 1980 e opera dentro da área urbana. O aumento do comércio terrestre com Paraguai e Argentina elevou a pressão sobre o terminal e sobre as vias usadas pelos caminhões.
Segundo a ACIFI, a cidade recebeu 215 mil veículos de carga em 2025. Até julho de 2026, já tinham passado outros 120 mil caminhões. A nova estrutura foi planejada para reduzir filas e ampliar o espaço operacional.
- Pátio maior: mais espaço para caminhões aguardarem processamento.
- Armazém alfandegado: a área coberta passa de cerca de 2 mil para 7 mil m².
- Automação: novos gates terão sistemas automáticos de entrada e saída.
- Fiscalização: o projeto inclui novo escâner e leitura automatizada de placas.
O que muda entre o porto seco atual e a nova estrutura?
A principal diferença está na escala. O terreno passará de aproximadamente 190 mil m² para 550 mil m², enquanto a capacidade diária poderá chegar a 2 mil caminhões.
O terminal também terá uma aduana integrada com a Argentina, além de áreas climatizadas e estrutura maior para inspeção e armazenagem.
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Quando o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu deve começar a operar?
A previsão mais recente apresentada pela Multilog é entregar a obra em 10 de dezembro de 2026. A empresa informou à ACIFI que esse é o prazo assumido com a Receita Federal.
A construção foi autorizada ambientalmente em julho de 2025, e a pedra fundamental foi lançada no mês seguinte. Desde então, o projeto avançou para a implantação física do terminal, que deverá substituir a estrutura atual depois das etapas necessárias para entrada em operação.
Se o cronograma for mantido, Foz do Iguaçu passará a ter um terminal praticamente três vezes maior, com capacidade para processar até 2 mil caminhões por dia. A escala ajuda a explicar por que o empreendimento foi apresentado oficialmente como o maior porto seco da América Latina.
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