Rodolfo Borges na Crusoé: O opiário de Abel
Refém da melhor fase da história do Palmeiras, treinador português se sente perseguido até pelos microfones à beira do campo
Abel Ferreira (foto) foi cercado por uma gangue de microfones durante a partida entre Botafogo e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro. Ou pelo menos o treinador português deu a entender que isso ocorreu, ao reclamar durante a entrevista coletiva pós-jogo.
“Não sei se vocês viram, mas hoje eu tinha três microfones à minha volta. Não sei se vocês viram, era bom que vocês vissem, tinham três microfones ao meu lado. Três. Nem um, nem dois, três microfones ao meu lado hoje. A única coisa que eu peço como cidadão brasileiro, ou europeu, é que a lei seja seguida, é seguir as leis”, disse o técnico do Palmeiras após o empate por 0 a 0, ao reclamar da arbitragem no estádio Nilton Santos, mais conhecido como Engenhão.
Abel foi suspenso por dois jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por chutar um microfone de captação dos sons do jogo na partida contra o Mirassol pelo Brasileirão.
“Hoje tinham três ali pertinho de mim de propósito, prontinhos ali para os erros do árbitro para eu poder chutar mais um ou dois, feitos de propósito. Não foi um, foram três, e o árbitro fez mesmo isso (errou), mas desta vez consegui controlar os demônios que tenho dentro de mim. Primeiro lance: expulsão em cima do Andreas. Na minha opinião, é claro, mas o árbitro entendeu dar amarelo. Tudo certo. Três microfones, e eu segurei-me”, completou o treinador, que reclamou de outros lances.
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Opiário
“É antes do ópio que a minh’alma é doente. Sentir a vida convalesce e estiola, e eu vou buscar ao ópio que consola, um Oriente ao oriente do Oriente”, diz Álvaro de Campos, um dos vários Fernandos Pessoas, em Opiário ao cruzar o canal de Suez.
Abel tratou o ato de chutar…
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