Justiça Eleitoral manda preservar posts de Nikolas sobre documento da PF
Deputado havia republicado postagens sobre um relatório classificado pela corporação como falso
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) ordenou que as plataformas Meta e X Brasil preservem integralmente todos os dados relacionados a publicações feitas pelo deputado Nikolas Ferreira (PL) em processo que investiga o parlamentar por suposta divulgação de documento falso atribuído à Polícia Federal.
O caso se refere a um relatório que circulou nas redes sociais e foi atribuído à PF. O documento afirmava não haver indícios de crime nas conversas entre Nikolas e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Nikolas repostou o documento em seu perfil, mas apagou a publicação logo em seguida.
A PF, porém, afirmou que o laudo era falso.
Decisão
Na decisão, o desembargador Sálvio Chaves determinou que as empresas armazenem o conteúdo original das postagens, bem como metadados, registros de acesso, dados cadastrais dos titulares e administradores das contas, números de visualizações, curtidas, comentários e o histórico de impulsionamentos pagos.
Entre os itens preservados também estão os arquivos originais associados às postagens, como imagens, vídeos e stories, e os respectivos horários de publicação e remoção.
A Justiça solicitou ainda que as plataformas forneçam informações sobre eventuais conexões ou coincidências entre administradores das contas investigadas.
A liminar atendeu a um pedido do deputado Rogério Correia (PT-MG).
A Corte eleitoral intimou Nikolas para apresentar defesa, juntar documentos e indicar testemunhas no prazo legal, a fim de assegurar o contraditório no processo.
Nikolas e Vorcaro
Em vídeo divulgado nas redes, Nikolas explicou as mensagens enviadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro que se tornaram públicas.
“Em 2023, o pastor André Valadão, que era amigo do Daniel Vorcado, me mandou o contato dele. E aqui vai a primeira lição de vida: nunca salve o contato com o nome que a pessoa mandou. Por que o André Valadão me mandou o nome de ‘Dani Vorcaro’. Eu achei que o nome dele era Dani”, diz o deputado no vídeo, que tem oito minutos e no qual ele compara sua relação com Vorcaro a de autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Nikolas também nega ter chamado Vorcaro de “lindão”.
Eu não falo ‘lindão’ hora nenhuma. Mas por que que no fim das contas isso é tão importante? Porque obviamente eles quiseram colocar isso na matéria como se eu tivesse uma proximidade com ele, como se fosse o Alexandre de Moraes, né? Como se fosse o [procurador-geral da República] Paulo Gonet, o [diretor-geral da Polícia Federal] Andrei Rodrigues, que fica lá fumando charuto e tomando uísque com ele”, diz o deputado.
Leia mais: Erika Hilton pede prisão de Nikolas por respostar laudo falso da PF
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)