Crusoé: Haddad fala em tirar “laranjas podres” do STF
Petista foi questionado sobre a crise institucional da Corte durante entrevista a uma rádio de Aparecida (SP)
O candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou nesta sexta-feira, 11, acreditar no “fortalecimento das instituições, tirando as laranjas podres de dentro delas”.
O petista falou sobre o assunto ao ser questionado sobre a crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) durante entrevista à Rádio Pop, de Aparecida (SP).
“Eu acredito muito em transparência. Você sabe que quando a luz do dia, a luz do sol, bate, ela resolve muitas doenças, né, inclusive a da corrupção […] Eu quero dizer que eu confio muito nas instituições e eu acredito no fortalecimento das instituições, tirando as laranjas podres de dentro delas“, disse.
Haddad também afirmou ser preciso “corrigir” as instituições.
“Às vezes, você pensa que tem uma saída fácil para a política. ‘Ah, vou mudar de partido, vou trocar de roupa’. Na verdade, temos que corrigir as instituições brasileiras. Se o Supremo está errado, tira do Supremo quem está criando problema. Se a Polícia Federal tem alguma coisa errada, tira da Polícia Federal o policial que está fazendo errado. Isso vale para qualquer agremiação”, disse.
Crise no STF
O presidente do STF, Edson Fachin, convocou para 15 de setembro uma sessão plenária extraordinária para analisar o processo sob relatoria de André Mendonça que traz o relatório da Polícia Federal com as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a Alexandre de Moraes.
A convocação consta na decisão de Fachin que suspendeu a decisão de André Mendonça determinando o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e a de Flávio Dino que reintegrou Andrei.
“Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, afirmou.
Pressionado, Fachin solicitou a Mendonça na quinta-feira, 11, a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte.
De acordo com o ofício, fica em sigilo apenas as diligências que são “imprescindíveis”.
Atendendo a decisão, Mendonça determinou a derrubada do sigilo do caso Master…
Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)