“Tudo que foi apontado no relatório da CPI do Crime Organizado está confirmado”
Como relator da comissão, Alessandro Vieira pediu o indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Paulo Gonet
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta sexta-feira, 11, que “tudo que foi apontado no relatório da CPI do Crime Organizado sobre os ministros do STF está confirmado” pelo fim do sigilo do caso Master.
“O que estamos testemunhando é o rompimento de uma represa de impunidade e crimes que durou séculos. Absolutamente tudo que foi apontado no relatório da CPI do Crime Organizado sobre os ministros do STF está confirmado pelo fim do sigilo. É preciso avançar com processos e punições. E a história vai cobrar o preço dos omissos, cúmplices e covardes”, escreveu Vieira no X.
Como relator da comissão, Vieira pediu o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
No caso do ministro Dias Toffoli, foram citados julgamentos em situação de suspeição, decisões e comportamentos que, segundo o relator, indicam conflito de interesses e interferência em investigações.
Já Alexandre de Moraes foi apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes, com o Banco Master.
Ele também foi acusado de atuar para restringir o alcance das apurações da CPI.
Ao decano Gilmar Mendes, o relatório atribuiu conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, comprometendo as investigações realizadas pela comissão.
Devido a uma articulação da base governista, o relatório final foi enterrado.
Mendonça derruba sigilo do caso Master
Atendendo a um pedido do ministro Edson Fachin, o ministro André Mendonça determinou, na noite desta quinta-feira, 10, a derrubada do sigilo do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Fachin decidiu fazer o pedido ao colega após uma rodada de conversas com os integrantes do STF para medir a temperatura do julgamento do pedido de providências contra Alexandre de Moraes, por conta das trocas de mensagens entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A solicitação de Fachin foi tomada por oficio, ou seja, sem atender a nenhum pedido. O PT, contudo, havia solicitado a retirada de todos os sigilos.
Na quarta, 9, Fachin agendou para 15 de setembro uma sessão plenária para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte.
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