Carlos Bolsonaro fala em perseguição após operação da PF
O vereador do Rio e candidato ao Senado reagiu à operação que mira produtora de filme sobre Jair Bolsonaro
O vereador e candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quinta-feira, 10, à operação da Polícia Federal que tem entre os alvos a produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL). Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o caso reproduz um padrão de perseguição que, segundo ele, já teria sido utilizado contra o ex-presidente.
“O mesmo modus operandi usado contra Jair Bolsonaro parece querer se repetir: pressão por delações, prisões de inocentes por situações que sequer justificariam tamanho rigor e investigações transformadas em instrumentos de perseguição”, escreveu.
A manifestação ocorreu após a divulgação de que a produtora responsável pelo filme teria sido ameaçada. Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up, foi alvo de mandados de busca e apreensão na operação desta quinta-feira. O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo de Dark Horse, também está entre os alvos.
Carlos associou a operação a episódios envolvendo o pai. Na publicação, citou investigações sobre viagens e supostas falsificações de cartões de vacina como exemplos do que considera medidas excessivas contra o ex-presidente.
“Viagens, supostas falsificações de cartão de vacina e outras acusações foram tratadas como se justificassem medidas extremas, o que ao pé da lei não daria um dia de cárcere, se transformaram em instrumentos para cumprimento da missão”, afirmou.
O candidato ao Senado classificou o cenário como “a várzea institucional em que transformaram o Brasil”.
Apoio a Flávio
Na mesma publicação, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) levou a crítica à operação para a disputa eleitoral de 2026. O vereador afirmou que não há espaço para dispersão em outubro e pediu apoio ao irmão, Flávio Bolsonaro (PL), na eleição presidencial.
“Em outubro, não há espaço para dispersão: é Flávio Bolsonaro no primeiro turno”, escreveu.
Na sequência, Carlos afirmou que o resultado das urnas será decisivo para a oposição ao governo.
“Ou reagimos nas urnas ou perderemos de vez o que ainda resta do nosso Brasil”, acrescentou.
A operação da PF investiga suspeitas relacionadas ao financiamento e à produção de Dark Horse, obra que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). A empresária Karina da Gama também está ligada ao Instituto Conhecer Brasil, organização que mantém contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo.
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