Carlos Viana pede impeachment de Dino após reintegração de Andrei
Senador do PSD afirma que decisão individual do ministro do STF contrariou entendimento de três integrantes da Segunda Turma
O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou nesta quarta-feira, 9, que protocolará um pedido de impeachment do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal.
Dino também determinou o retorno de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência da PF. Os dois haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça, em meio à investigação sobre a produção de relatórios de inteligência relacionados à atuação do magistrado.
A decisão de Mendonça havia sido acompanhada por três ministros da Segunda Turma do STF. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.
Nas redes sociais, Viana classificou a decisão de Dino como uma medida que precisa ser analisada pelo Senado.
“Estou entrando, neste exato momento, com pedido de impeachment do ministro Flávio Dino. Uma decisão individual, proferida em outro processo, determinou a reintegração da cúpula da Polícia Federal depois de três ministros da Segunda Turma terem acompanhado o afastamento”, afirmou.
Segundo o senador, o episódio representa uma crise institucional que exige reação do Congresso.
“Isso precisa ser enfrentado pelo Senado. E eu preciso do apoio do Brasil e dos meus colegas senadores. Cobre o senador do seu estado. Venham para Brasília”, disse.
Viana também convocou seus colegas a reagirem imediatamente à decisão.
“Não podemos continuar assistindo, em silêncio, a uma crise institucional dessa dimensão. Estou fazendo a minha parte. Agora preciso de vocês. O Senado precisa agir. Hoje”, declarou.
Na decisão, Dino afirmou que o afastamento havia prejudicado investigações sob sua relatoria e determinou ao presidente da República, autoridade responsável pela nomeação do diretor-geral da PF, que assegurasse a imediata reintegração de Andrei e Almada. O ministro também encaminhou o caso ao plenário do STF.
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