Meio/Ideia: Lula e Flávio empatam com 46% no 2º turno
Na simulação de primeiro turno, o petista e o filho de Jair Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira, 9, indica que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão numericamente empatados com 46% das intenções de voto no segundo turno.
Brancos, nulos e indecisos somam 8%.
Em agosto, Lula tinha 48,5% dos votos, contra 43% de Flávio.
Na simulação de primeiro turno, o petista e o filho de Jair Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados com 38,4% e 37,3% dos votos, respectivamente.
O terceiro colocado na disputa presidencial é o escritor Augusto Cury (Avante) com 6,6%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) com 4% cada.
Romeu Zema (Novo) e Pablo Marçal (PRTB) têm 1,5% cada. Os demais candidatos não chegam a 1%.
Brancos e nulos são 2,5%; não sabem, 2,8%.
Na pesquisa espontânea, Lula tem 30,7% das intenções de voto, e Flávio, 28%.
A pesquisa
O instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas entre 4 e 7 de setembro de 2026.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07935/2026.
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Cassação de Lula
Flávio Bolsonaro ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação da chapa de Lula por abuso de poder político e econômico por conta do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói.
A petição foi impetrada na terça-feira, 8.
Segundo os advogados do parlamentar, o desfile representou “o maior caso de uso da máquina pública em favor de uma candidatura presidencial já visto na história democrática do Brasil”.
Na petição, o PL argumenta que a escola recebeu um aporte de aproximadamente R$ 9,5 milhões em recursos públicos, dos quais R$ 1 milhão da Embratur, uma estrutura do governo federal comandada na época por Marcelo Freixo (PT), aliado do presidente da República.
O samba-enredo da Acadêmicos de Niterói foi denominado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O desfile desagradou os bolsonaristas não apenas por homenagear Lula, mas também por representar evangélicos em fantasias de “latas de conserva“.
O desfile teve alas que representaram greves operárias, programas sociais e episódios ligados à prisão e à posterior anulação das condenações de Lula. Alegorias trouxeram referências a Bolsonaro, representado como um palhaço com trajes de presidiário.
A letra reproduziu gritos de militância do PT e mencionou, em dois momentos, o número de urna do partido.
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