Motor turbo de 176 cv e câmbio automático aparecem em SUV que abandonou de vez o antigo 1.8 aspirado
A troca de motorização elevou potência e torque, enquanto a linha atual ganhou mais tecnologia e até versões híbridas leves.
A mudança de motor alterou profundamente a proposta mecânica de um dos SUVs compactos mais conhecidos do país. O Jeep Renegade atual usa o 1.3 T270 turboflex de 176 cv com câmbio automático, enquanto o antigo 1.8 e.TorQ aspirado ficou definitivamente para trás na renovação iniciada em 2022.
O que entrega o motor 1.3 turbo do Renegade?
O T270 tem 1.332 cm³, quatro cilindros e injeção direta. Na configuração Altitude 2026/2027, a potência máxima é de 176 cv com gasolina ou etanol, alcançada a 5.750 rpm.
O torque chega a 27,5 kgfm a 2.000 rpm. A sobrealimentação ajuda a disponibilizar força em rotações relativamente baixas, característica útil em retomadas e acelerações sem exigir que o motor trabalhe constantemente perto do limite de giro.

Por que o antigo 1.8 aspirado saiu de cena?
Antes da chegada do T270, versões flex do Renegade utilizavam o 1.8 e.TorQ aspirado. Em uma ficha técnica da configuração Limited, esse motor entregava até 139 cv e 19,2 kgfm com etanol, também associado a uma transmissão automática de seis marchas.
A virada ocorreu na linha 2022, quando a Jeep passou a oferecer o T270 nas versões renovadas. O salto envolveu não apenas potência: o torque máximo cresceu de 19,2 para 27,5 kgfm na comparação entre essas configurações, além da adoção de injeção direta e turbocompressor.
Quatro números ajudam a dimensionar a mudança mecânica:
Como funciona o câmbio automático nas versões atuais?
O Renegade Altitude usa câmbio automático de seis marchas e tração dianteira. A transmissão trabalha com conversor de torque e administra as trocas sem intervenção obrigatória do motorista, formando o conjunto mais voltado ao uso cotidiano da gama.
A versão Willys segue outra proposta: combina o mesmo motor 1.3 turbo com câmbio automático de nove marchas e tração 4×4. Assim, não é correto tratar todas as configurações como mecanicamente idênticas apenas porque compartilham a família T270.
Quais equipamentos acompanham a linha 2027?
Na atualização apresentada em 2026, todas as versões passaram a contar com central multimídia de 10,1 polegadas, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas, ar-condicionado digital de duas zonas, partida por botão e saída de ar para os ocupantes traseiros.
A segurança inclui seis airbags desde a versão de entrada, além de frenagem autônoma de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa e detector de fadiga. A lista exata cresce conforme a versão escolhida.
Três elementos mostram como a gama atual se divide:
O Renegade agora também tem versões híbridas?
Sim. Longitude e Sahara passaram a usar tecnologia MHEV de 48 volts associada ao 1.3 turboflex de 176 cv. Um motor elétrico auxilia o conjunto em determinadas situações e recupera energia durante desacelerações.
A Jeep informa redução de cerca de 7% no consumo urbano e 8% nas emissões de CO₂ para essas configurações. A linha 2027 do Renegade mantém, portanto, o turbo e acrescenta eletrificação em parte da gama.
O que mais mudou desde a época do 1.8 aspirado?
O Jeep Renegade deixou de depender do antigo e.TorQ para suas versões flex em 2022 e, desde então, continuou evoluindo sobre o T270. A atualização mais recente trouxe novo interior, mais conectividade e opções híbridas leves.
A comparação mostra uma mudança maior que a simples troca de cilindrada. O Renegade saiu de um 1.8 aspirado de até 139 cv para um 1.3 turbo de 176 cv, ganhou mais torque em baixa rotação e preservou o câmbio automático como peça central da proposta.
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