Novo diz que afastamento de Andrei é só o começo
Partido comemora decisão de Mendonça e cobra investigação sobre diretor da PF, agentes da corporação e Moraes
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, classificou como “correta e necessária” a decisão do ministro André Mendonça, do STF, de afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Para ele, os fatos revelados até agora retiraram as condições para a permanência do delegado no comando da corporação.
“Diante dos elementos que vieram à tona, não havia mais condições para que Andrei Rodrigues permanecesse à frente da Polícia Federal”, afirmou Ribeiro. O dirigente disse ainda que o partido continuará pressionando para que o caso Banco Master seja investigado “até o fim, sem interferências, privilégios ou blindagens”.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado pelo partido no Rio Grande do Sul, afirmou que o afastamento representa apenas o início das medidas que precisam ser tomadas.
“O afastamento de Andrei Rodrigues é só o começo. O Novo pediu a medida, mas essa vitória é de todo brasileiro que exige respeito à Constituição”, declarou.
Van Hattem também criticou o presidente Lula e afirmou que o petista deveria ter afastado Andrei antes da decisão de Mendonça. O deputado defendeu ainda a investigação de agentes da PF e do ministro Alexandre de Moraes.
“Agora, é preciso investigar até o fim Andrei, os agentes da PF envolvidos em abusos e ilegalidades e também o papel de Alexandre de Moraes”, afirmou.
Para o parlamentar, eventuais responsáveis por utilizar o Estado para perseguir adversários ou dificultar investigações devem ser responsabilizados.
“Quem usou o Estado para perseguir adversários ou embaraçar investigações precisa ser responsabilizado”, disse.
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