Sem manete de embreagem, moto de R$ 10.588 troca quatro marchas no pé, tem partida elétrica e tanque de apenas 4,2 litros
Quatro marchas continuam no comando do pé, mas a ausência do manete de embreagem e a partida elétrica reduzem tarefas para quem está começando.
Aprender a coordenar acelerador, embreagem e troca de marchas costuma ser uma das etapas mais delicadas para quem começa a pilotar. A Honda Pop 110i ES 2027 elimina o manete de embreagem, mantém quatro marchas comandadas pelo pé, usa partida elétrica e traz tanque de 4,2 litros.
Como funciona o câmbio semiautomático de quatro marchas?
A transmissão é semiautomática e rotativa de quatro velocidades. O piloto continua escolhendo as marchas pela alavanca acionada com o pé, mas não precisa apertar um manete de embreagem no guidão antes de cada mudança.
Segundo a Honda, basta atuar na alavanca para realizar as trocas. O sistema também permite passar da quarta marcha para o neutro quando a motocicleta está nas condições previstas para essa operação, característica da lógica rotativa adotada pela Pop.

Por que não ter manete facilita a vida de iniciantes?
Em uma motocicleta manual convencional, o piloto precisa coordenar mão esquerda, acelerador e pé durante as mudanças. Na Pop, um desses comandos deixa de exigir operação manual, reduzindo a quantidade de ações simultâneas durante saídas e trocas.
A própria Honda relaciona essa configuração aos recém-habilitados. Em pesquisa citada pela fabricante, mais de 75% dos clientes da Pop estreiam no universo das duas rodas motorizadas com o modelo.
Os elementos que simplificam a condução incluem:
O que muda com a partida elétrica?
A sigla ES está ligada justamente à partida elétrica. Para colocar o motor em funcionamento, o usuário utiliza um botão no punho direito, sem precisar recorrer ao antigo procedimento de acionar um pedal de partida.
Para quem ainda está desenvolvendo familiaridade com motocicletas, isso elimina outra tarefa mecânica do início do percurso. A Honda destaca a combinação entre partida elétrica e transmissão semiautomática como parte da proposta de uso simples.
O motor pequeno combina com essa proposta urbana?
O monocilíndrico de 109,5 cc é refrigerado a ar, usa injeção eletrônica PGM-FI e funciona exclusivamente com gasolina. A potência máxima é de 8,4 cv a 7.250 rpm e o torque chega a 0,945 kgf.m a 5.000 rpm.
O tanque comporta somente 4,2 litros, coerente com uma motocicleta compacta de 88 kg de peso seco. O modelo também tem assento a 747 mm do solo, medida que favorece o apoio dos pés para muitos usuários.
Na rotina, cada característica atua de forma diferente:
O preço de R$ 10.588 ainda é o oficial?
Sim. A página oficial da Pop110i ES 2027 mantém R$ 10.588 como preço público sugerido, sem frete. O valor também foi informado pela Honda no lançamento da linha 2027.
A garantia é de três anos sem limite de quilometragem. Além da mecânica simples, a nova geração adotou rodas de liga leve, pneus sem câmara e freios CBS operados pelas duas mãos, reforçando o foco em facilidade de uso.
Sem embreagem manual, ainda é preciso aprender a trocar marchas?
Sim. A Pop não é uma scooter automática: o piloto continua escolhendo primeira, segunda, terceira e quarta marchas com o pé. O que desaparece é a necessidade de coordenar o manete de embreagem durante cada troca.
Dentro da história da Honda, soluções semiautomáticas já apareceram em modelos urbanos como Dream e Biz. Na Pop 2027, a mesma lógica reduz comandos sem retirar do motociclista a seleção das marchas, criando uma transição mais simples para quem está começando.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)