Senador pede a Mendonça “perícia completa” de contrato de R$ 131 mi ligado a Moraes
Carlos Viana (PSD-MG) pediu ao relator do caso do Banco Master também que sejam preservados o arquivo original e os metadados
O senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD-MG) disse nesta terça-feira, 1º, que pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a preservação do arquivo original do contrato de 131 milhões de reais firmado entre escritório Barci de Moraes e Daniel Vorcaro.
Viana pediu ao ministro também que sejam preservados os metadados e “uma perícia completa para descobrir quem editou o documento e exatamente o que foi alterado”.
“Moraes editou contrato de R$ 131 milhões de Viviane Moraes com Vorcaro, indicam registros”, prosseguiu o senador, em publicação no X.
“Se a perícia confirmar participação incompatível com o exercício do cargo e os demais elementos apontarem responsabilidade, para mim haverá um caminho político inevitável: o Senado terá que enfrentar o pedido de impeachment. Não dá mais para empurrar fatos dessa gravidade para debaixo do tapete”.
Em outra publicação, Viana disse que vai levar oficialmente ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma representação sobre o contrato também. Cabe ao Senado analisar e votar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Diferentes denúncias referentes a Moraes já tramitam na Casa.
Metadados da última versão do contrato de 131 milhões de reais indicam que o documento foi editado no perfil do ministro Alexandre de Moraes no pacote Office 365 da Microsoft, registrou O Estado de S.Paulo.
O perfil é intitulado “Ministro Alexandre de Moraes”. Dados técnicos e descritivos, como autor, título e informações sobre datas e horários em que alterações foram realizadas no documento, ficam registrados na aba “Propriedades” de documentos atrelados ao sistema utilizado para abrir e editar arquivos.
Segundo o jornal, a Polícia Federal identificou que o arquivo foi editado às 23h04 de 15 de janeiro de 2024, cerca de 1 hora e 40 minutos após a devolução do documento a Viviane.
Na versão analisada, o “autor” do documento é Guilherme de Toledo Benazzi, administrador do escritório Barci de Moraes.
O que diz o escritório Barci de Moraes
Ao jornal, o escritório Barci de Moraes disse que o setor de compliance pediu a Alexandre de Moraes informações sobre eventuais impedimentos legais à contratação.
“Em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao BARCI DE MORAES, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente. Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados”.
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