A maior rádio-galáxia conhecida tem 16,3 milhões de anos-luz de diâmetro, e não conseguimos compreender essa escala
Cientistas acham a maior galáxia conhecida com tamanho bizarro
A maior galáxia conhecida pelo ser humano acaba de quebrar todos os recordes espaciais com seus exatos 16,3 milhões de anos-luz de ponta a ponta. Esse achado astronômico bizarro desafia tudo o que a ciência achava ser o limite de tamanho no universo.
Como a ciência encontrou a maior galáxia conhecida no espaço?
O pessoal da astronomia vasculhou dados pesados usando uma rede gigante de antenas na Europa para bater de frente com a Alcyoneus. Essa máquina de captar rádio vasculha o céu escuro atrás de sinais antigos emitidos por jatos de energia há cerca de três bilhões de anos-luz da nossa casa.
O nome chique vem de um gigante da mitologia grega, o que faz total sentido para o tamanho da encrenca. Os pesquisadores precisaram limpar várias imagens cheias de interferência para revelar a verdadeira cara dessa estrutura cósmica no monitor.

O que tem dentro desse monstro gigante de rádio?
No centro de toda essa bagunça espacial, existe uma galáxia comum do tipo elíptica que funciona como o motor do sistema. Lá no miolo dela, um buraco negro supermassivo com a massa de 400 milhões de sóis engole matéria e cospe energia sem parar para o vácuo sideral.
Estes são os três pedaços principais que formam essa estrutura gigantesca solta no universo.
- Um núcleo ativo sugando poeira e gás o tempo todo na região central.
- Jatos colossais de plasma que viajam quase na velocidade da luz.
- Lóbulos de rádio gigantescos que aquecem o espaço escuro ao redor.
Como essa gigante se compara com a nossa Via Láctea?
Colocar a nossa vizinhança do lado desse titã do espaço é quase uma covardia de tão pequena que a gente fica. A Via Láctea vira uma formiga perto do território dominado pelas ondas de rádio emitidas por essa descoberta recente.
Acompanhe a diferença gritante de escala entre a nossa casa cósmica e a gigante do rádio.
Por que o tamanho dessa estrutura deixou os astrônomos perdidos?
O mais louco dessa história toda é que a galáxia central em si nem é tão pesada assim para os padrões normais do espaço. Ela tem apenas 240 bilhões de vezes a massa do nosso sol, o que é um valor bem comum no mundo da astrofísica.
Ninguém sabe explicar direito como uma galáxia tão “comum” conseguiu gerar plumas de rádio tão grandes que quebram a régua do universo. Os cientistas suspeitam que ela esteja flutuando em uma área do espaço com densidade super baixa, permitindo que a energia se espalhe sem nenhum freio batendo de frente.
O que essa descoberta muda no nosso mapa do universo?
Achar um monstro desse porte prova que as galáxias de rádio funcionam como os verdadeiros escultores da teia cósmica que liga o universo. Essa energia toda jogada no vácuo espalha poeira estelar pesada por distâncias que a nossa mente mal consegue processar no dia a dia.
O pessoal dos observatórios continua de olho nessa região para flagrar outras gigantes escondidas na escuridão profunda. Cada novo mapeamento do céu mostra que a gente ainda engatinha quando o assunto é medir o tamanho real do espaço lá fora.
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