Megaobra de R$ 25 bilhões ocupa uma área de 3 km por 2 km no interior do Brasil e ergue a maior fábrica de celulose construída em etapa única do mundo, capaz de produzir 3,5 milhões de toneladas por ano
A área industrial mede cerca de 3 km por 2 km e segue avançando em Mato Grosso do Sul
Uma área industrial de aproximadamente 3 km por 2 km está mudando a paisagem de Inocência, em Mato Grosso do Sul. O Projeto Sucuriú, da Arauco, envolve investimento de cerca de R$ 25 bilhões e foi projetado para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
Qual é o tamanho real da megaobra em Inocência?
A dimensão de 3 km de extensão por 2 km de largura foi registrada pela Semadesc durante vistoria em fevereiro de 2026. O valor se refere à área industrial visível do canteiro.
O empreendimento completo ocupa uma área maior. A Arauco informa que o projeto está instalado em aproximadamente 3.500 hectares, a cerca de 50 km da área urbana de Inocência.

Por que essa fábrica é tratada como a maior do mundo em etapa única?
A classificação vem da escala de produção e da forma como o complexo está sendo construído. A Valmet, principal fornecedora de tecnologia, descreve o Sucuriú como a maior fábrica de celulose do mundo construída em uma única fase.
Em que estágio a obra estava em 2026?
Em 30 de abril de 2026, a Arauco informou avanço geral de 62,1%, com ritmo 6,8 pontos percentuais acima do cronograma previsto. A construção civil já havia alcançado 73%.
O relatório do primeiro trimestre de 2026 da Arauco também registrou mais de 12 mil trabalhadores no canteiro no fim do período.

O que será produzido dentro desse complexo?
A unidade será dedicada à celulose kraft branqueada de fibra curta. A fábrica também terá grandes sistemas de recuperação química, geração de energia e tratamento de água e efluentes.
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Por que o projeto muda a escala industrial da região?
O Sucuriú não envolve apenas a fábrica. A operação exige ferrovias, locomotivas, vagões, linhas de transmissão, florestas plantadas e uma cadeia logística preparada para levar a produção ao Porto de Santos.
Em uma cidade pequena do interior, a chegada de uma obra desse porte altera emprego, moradia, serviços e infraestrutura ao mesmo tempo. É essa combinação que transforma a fábrica em um projeto industrial com efeito regional.
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