Crusoé: Até onde vai Renan Santos?
Candidato da Missão torna-se mais conhecido, mas rejeição cresce. E mais: A conta que não fecha
O candidato do partido Missão, Renan Santos, tem 42 anos e um exército de jovens motivados nas redes sociais.
Seu discurso antissistema, que critica tanto o presidente Lula quanto o senador Flávio Bolsonaro, agrada aos brasileiros cansados das duas correntes predominantes na política brasileira.
A promessa de atuar com violência contra o crime organizado o aproxima de candidatos vitoriosos em eleições recentes da América Latina, como o chileno José Antonio Kast, a peruana Keiko Fujimori, o colombiano Abelardo de la Espriella, o hondurenho Nayib Bukele e o argentino Javier Milei.
Nos últimos dias, Renan começou a sair de sua bolha de seguidores com entrevistas, sabatinas e a participação no debate da Bandeirantes.
“As pessoas começaram a conhecer o Renan. Ele ainda era muito desconhecido fora da nossa bolha. As redes sociais e a militância tiveram um papel enorme nisso, com compartilhamentos e cortes chegando cada vez mais longe. Agora, com os debates e as sabatinas na TV aberta, ele começou a falar com um público que talvez nunca tivesse ouvido falar dele”, diz Amanda Vettorazzo, vereadora de São Paulo e coordenadora da campanha de Renan Santos.
Sua melhor pesquisa até agora foi a Realtime Big Data do final de julho, em que apareceu em terceiro lugar, com 10% dos votos válidos.
Seu futuro na corrida presidencial vai depender de conjunturas externas e também da habilidade de Renan em conquistar uma audiência maior, sem magoar os que ainda não o conhecem, dizem Duda Teixeira, Wal Lima e Wilson Lima em “Até onde vai Renan Santos?”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “A conta que não fecha”, Guilherme Resck mostra que o bolsonarismo terá dificuldade para conseguir os 54 votos necessários para afastar ministros do Supremo Tribunal Federal.
Crusoé levantou que, dos 26 senadores que terão mandato até 2031, 18 são a favor do impeachment de ao menos um ministro.
Além disso, das 54 vagas ao Senado em disputa em 2026, apenas 29 devem ficar com nomes favoráveis ao impeachment, se todos os candidatos competitivos que são a favor da medida forem eleitos.
Colunistas
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Nesta edição, escrevem Roberto Reis (O próximo passo de Renan), Márcio Coimbra (A OCDE e o futuro do Brasil), Izabela Patriota (Lindsay Clancy e o lado sombrio do pós-parto), Dennys Xavier (Liberdade também é o direito de escolher mal: as bets), Josias Teófilo (O embate entre Ariano Suassuna e Gilberto Freyre), Roberto Ellery (Crise de crédito: o longo prazo está chegando) e Rodolfo Borges (Cartas a um jovem Mourinho).
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