MPE apura uso da Prefeitura de SP em ato com Flávio Bolsonaro
Representação aponta possível favorecimento eleitoral em agenda oficial de Ricardo Nunes ao lado do senador e pré-candidato à Presidência
Duas integrantes do PSOL protocolaram no Ministério Público Eleitoral (MPE) um pedido de investigação contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por suposto uso da máquina municipal em favor da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
O alvo é uma agenda cumprida em 20 de agosto, quando os dois percorreram juntos equipamentos públicos na zona leste da capital paulista.
Passagem por mercado gerou repercussão
A representação, assinada pela deputada estadual Ediane Maria e pela candidata a deputada federal Natalia Boulos, questiona visitas ao Armazém Solidário, ao Mercado Municipal de São Miguel Paulista e ao Clube da Comunidade Waldemar Moreno.
A ida ao mercado marcou a estreia de Flávio em compromissos públicos na cidade após oficializar sua pré-candidatura.
No mercado, o senador e o prefeito ergueram uma peça de picanha em referência crítica ao petista Luiz Inácio Lula da Silva, retomando símbolo usado na disputa eleitoral de 2022. Antes da chegada de Flávio, um grupo de manifestantes fez protesto contrário a ele e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), também candidato à reeleição.
Prefeitura nega irregularidade
As autoras da representação alegam possível infração a condutas vedadas pela Lei das Eleições, como uso de bens públicos e cessão de servidores para fins de campanha, além de pedirem apuração de eventual abuso de poder político.
O documento solicita à Justiça Eleitoral o levantamento de gastos, uso de veículos oficiais, escala de funcionários e imagens de câmeras de segurança dos locais visitados.
Procurada, a Secretaria de Comunicação do município classificou os compromissos como parte da rotina administrativa. Segundo a pasta, as ações contaram “com a estrutura necessária para sua realização, conforme previsto na legislação”.
A Secretaria também informou que um almoço realizado horas depois, na Mooca, com empresários e lideranças políticas — entre elas Nunes e Tarcísio —, não integrou a agenda oficial do prefeito.
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