Zema atribui dívida mineira a juros cobrados pela União
Ex-governador defende gestão em Minas Gerais e propõe mudanças trabalhistas e previdenciárias durante sabatina na TV Globo
Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira, 24, em sabatina realizada pela TV Globo, que o crescimento da dívida de Minas Gerais com a União decorre de encargos que classificou como próprios de “agiotas” cobrados pelo governo federal, e não de novos empréstimos contraídos durante sua gestão à frente do estado.
O ex-governador disputa o apoio do eleitorado de direita com outros três nomes: o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e Renan Santos, do movimento Missão.
Dívida herdada dos anos 1990
Segundo Zema, o débito mineiro tem origem em compromissos assumidos nas décadas passadas, e não em decisões tomadas durante seu mandato: “A dívida de Minas foi toda feita no passado. Não fiz um empréstimo. Essa dívida foi herdada dos anos 1990, e cresceu muito devido aos juros de agiota do governo federal”.
O candidato afirmou ainda ter destinado R$ 23 bilhões a aposentados que estavam sem receber benefícios e R$ 13 bilhões a compromissos com o governo federal e servidores públicos. Para ilustrar a redução do peso da dívida em relação à economia mineira, comparou a situação à de uma pessoa endividada cuja capacidade de pagamento varia conforme a renda mensal.
Propostas para trabalho e Previdência
Na sabatina, Zema reafirmou a defesa das privatizações realizadas em Minas Gerais, citando o caso da Copasa, companhia de saneamento, e disse pretender aplicar medida semelhante a estatais federais, que considera pouco utilizadas. Prometeu também reajuste salarial anual conforme a inflação, caso eleito, e se apresentou como alguém que abriu mão da remuneração de governador durante o mandato.
Entre as bandeiras de campanha, defendeu a simplificação das leis trabalhistas e a criação de um regime de contratação por hora, voltado principalmente a trabalhadores de aplicativos. Sobre uma possível nova reforma da Previdência, descartou alteração na idade mínima de aposentadoria e disse que eventuais mudanças dependerão da expectativa de vida da população e da arrecadação pública: “O brasileiro já trabalha muito, não quero que trabalhe mais. Quero a renda do brasileiro aumentando”.
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