Portugal se junta à Espanha, à França, à Itália e a outros 25 países e passa a registrar rosto e digitais de turistas brasileiros nas fronteiras
Sistema europeu substituiu carimbos por registros digitais e biométricos nas fronteiras externas de 29 países do Espaço Schengen.
Os turistas brasileiros que entram no Espaço Schengen passaram a ter dados biométricos registrados pelo EES nas fronteiras externas. Desde 10 de abril de 2026, o sistema funciona plenamente nos 29 países participantes e substitui os carimbos por registros digitais.
O que mudou nas fronteiras europeias com o EES?
Segundo a Comissão Europeia, o Sistema de Entrada e Saída, ou EES, tornou-se totalmente operacional em 10 de abril de 2026. O sistema registra eletronicamente entradas, saídas e recusas de entrada de viajantes de fora da União Europeia em estadias curtas.
Na prática, o passaporte deixa de receber o carimbo tradicional quando o viajante está sujeito ao sistema. O portal oficial do EES informa que a implantação gradual terminou em 9 de abril de 2026.

Quais são os 29 países que usam o sistema?
O EES funciona nas fronteiras externas dos 29 países do Espaço Schengen. A lista inclui Portugal, Espanha, França e Itália, além de Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Eslovênia, Estônia, Finlândia, Grécia e outros integrantes.
Também participam Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, que não pertencem à União Europeia, mas integram Schengen. Segundo a Comissão Europeia, Irlanda e Chipre não fazem parte do conjunto de países que aplica o EES dessa mesma forma.
Quais dados dos turistas brasileiros passam a ser registrados?
Segundo a página oficial do sistema, o EES armazena dados do documento de viagem, imagem facial e impressões digitais. Também registra a data e o local de cada entrada e saída, além de eventual recusa de entrada.
O cadastro se aplica aos brasileiros que entram para uma estadia curta e não estão em uma categoria de isenção. A regra de curta permanência continua sendo de até 90 dias em qualquer período de 180 dias.
Entre as informações registradas estão:
Como funciona o primeiro cadastro biométrico na fronteira?
Na primeira passagem depois da entrada em operação do EES, o viajante fornece os dados necessários para criar seu arquivo digital. Segundo a União Europeia, agentes podem escanear as impressões digitais e capturar uma fotografia do rosto durante o controle.
Em viagens posteriores, os dados já armazenados podem ser apenas verificados, o que tende a reduzir etapas do cadastro. Alguns postos de fronteira também podem disponibilizar sistemas de autoatendimento para parte do procedimento.
O fluxo pode ser entendido em três etapas:
O EES é a mesma coisa que o ETIAS?
Não. O EES é um sistema usado durante o controle de fronteira para registrar entradas, saídas e dados biométricos. O ETIAS é uma autorização de viagem separada, destinada a viajantes de países dispensados de visto quando estiver em funcionamento.
Em agosto de 2026, a própria Comissão Europeia informa que o ETIAS ainda não está operacional. Por isso, o registro biométrico do EES não deve ser confundido com uma autorização prévia de viagem nem com um novo visto.
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O que o turista brasileiro deve considerar antes de viajar?
O brasileiro deve continuar verificando validade do passaporte, finalidade da viagem e demais condições de entrada. O serviço oficial da Comissão Europeia confirma que o EES não elimina essas exigências e serve principalmente para digitalizar o controle das fronteiras externas.
Também é importante distinguir fronteira externa de deslocamento interno. Quem entra pelo aeroporto de Lisboa, por exemplo, pode realizar ali o registro do EES; depois, uma viagem dentro do Espaço Schengen normalmente não representa uma nova entrada externa no sistema.
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