Gigante com 17 shoppings entra em colapso e quase 2.400 trabalhadores acompanham o futuro dos centros comerciais
Maior dona de shopping centers do Reino Unido entrou em colapso, colocando milhares de empregos em risco. Entenda como a dívida ficou insustentável

O que você vai ver
- Qual gigante de shoppings entrou em colapso no Reino Unido.
- Por que a dívida da empresa ficou insustentável.
- Quais shoppings famosos faziam parte do portfólio.
- O que aconteceu com os shoppings depois da administração judicial.
A maior dona de shopping centers do Reino Unido entrou em colapso financeiro, colocando o futuro de 17 grandes centros comerciais em xeque e deixando quase 2.400 trabalhadores diretos, além de dezenas de milhares de empregos ligados às lojas desses shoppings, diante de um cenário de incerteza.
Qual gigante de shoppings entrou em colapso no Reino Unido?
A empresa é a Intu Properties, que em junho de 2020 entrou em processo de administração judicial no Reino Unido, considerado na época um dos maiores colapsos do setor imobiliário britânico, com um portfólio de 17 propriedades comerciais e cerca de 2.400 trabalhadores empregados diretamente pela companhia.
Além dos empregos diretos, mais de 100 mil pessoas trabalhavam nas lojas instaladas dentro dos shoppings administrados pela Intu, o que deu à crise da empresa uma dimensão muito maior do que a de uma simples falência corporativa isolada.

Por que a dívida da empresa ficou insustentável?
A Intu acumulou ao longo dos anos uma dívida que chegou a cerca de R$ 32,9 bilhões, nível que já vinha pressionando a empresa mesmo antes da pandemia, num contexto de queda constante no recebimento de aluguéis por causa da concorrência do comércio eletrônico e do aumento nos custos operacionais enfrentados pelos lojistas.
Com a pandemia, a companhia projetava uma queda de cerca de R$ 1,27 bilhão na receita de aluguéis e taxas de serviço apenas em 2020, e não conseguiu chegar a um acordo com credores para adiar pagamentos da dívida, o que tornou a administração judicial praticamente inevitável.
Quais shoppings famosos faziam parte do portfólio?
O portfólio da Intu incluía alguns dos maiores e mais conhecidos shopping centers do Reino Unido, como o Trafford Centre em Manchester, o Lakeside em Essex, o Metrocentre em Gateshead e o Merryhill em Dudley, empreendimentos que recebiam milhões de visitantes por ano e eram considerados destinos de compra e lazer em suas respectivas regiões.
Justamente por administrar shoppings desse porte e visibilidade, o colapso da Intu teve repercussão muito além do mercado financeiro, sendo tratado por analistas como um sinal claro de que nem os maiores nomes do setor imobiliário de varejo estavam imunes à combinação de alta dívida com a crise do varejo físico.
O que aconteceu com os shoppings depois da administração judicial?
Diferente de uma loja que fecha e desaparece, os shopping centers da Intu continuaram funcionando durante e depois do processo de administração judicial, sob gestão de administradores judiciais responsáveis por manter as operações enquanto se buscava uma solução para a dívida ou novos compradores para os ativos.

Por que o caso é considerado um dos maiores do setor imobiliário britânico?
O tamanho da Intu, tanto em valor de dívida quanto em número de empregos ligados aos seus empreendimentos, fez do caso um dos colapsos mais discutidos da história recente do mercado imobiliário de varejo no Reino Unido, comparável em impacto a outras grandes crises corporativas do país.
O episódio também serviu como um alerta para o setor: mesmo companhias donas de ativos de altíssima visibilidade, como os maiores shoppings do país, podem se tornar inviáveis quando o nível de endividamento cresce mais rápido do que a capacidade de gerar receita com aluguéis.
- Junho de 2020: início da administração judicial da Intu Properties.
- 17 shoppings no portfólio, incluindo Trafford Centre e Lakeside.
- Cerca de 2.400 empregos diretos e mais de 100 mil ligados às lojas.
- Dívida total de cerca de R$ 32,9 bilhões.
O mesmo tipo de colapso causado pela combinação entre alta dívida e queda no movimento de shoppings também atingiu grandes donas de shopping centers nos Estados Unidos, como mostra o caso da CBL & Associates, que viu vários de seus lojistas âncora quebrarem antes da própria falência.
Mais detalhes sobre o colapso da Intu Properties estão disponíveis na CNN.
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