Cavado no coração maciço dos Alpes, o túnel ferroviário mais longo e profundo da Terra precisou de duas décadas e máquinas escavadoras do tamanho de prédios para ser concluído
Túnel base de São Gotardo cruza os Alpes com obra gigante na Suíça
O túnel base de São Gotardo é o caminho ferroviário mais longo e profundo do planeta terra. Essa estrutura impressionante levou 17 anos de trabalho pesado para virar realidade e permite cruzar as montanhas dos Alpes em alta velocidade com segurança total.
Por que essa obra nos Alpes foi tão difícil de construir?
Escavar essa passagem exigiu furar rochas sob uma camada de 2,3 mil metros de montanha em cima dos trabalhadores. A equipe enfrentou temperaturas sufocantes que passavam facilmente dos 45°C no fundo dos túneis sem ventilação adequada.
Para rasgar a pedra dura, a engenharia precisou usar quatro máquinas escavadoras gigantescas com tamanho equivalente a prédios inteiros. Quem quer pesquisar sobre a geografia da Suíça nota como essa barreira natural sempre travou o transporte do país.

Quanto custou e qual a extensão dessa estrutura subterrânea?
A extensão da rota principal impressiona qualquer um com seus 57 quilômetros de trilhos diretos. Se você somar todos os poços, galerias e passagens de emergência da obra, a malha passa dos 150 quilômetros de escavações no subsolo.
O investimento para colocar tudo em pé bateu a casa dos 12 bilhões de francos suíços, algo acima de R$ 60 bilhões na cotação atual. O dinheiro veio de impostos sobre caminhões e combustíveis no próprio país.
Como essa rota se compara com outros túneis famosos do mundo?
A velocidade dos trens de passageiros no trecho chega a incríveis 200 km/h com tranquilidade. Isso diminuiu o tempo de viagem entre as cidades de Zurique e Milão em quase uma hora de percurso.
Repare como esse projeto supera outros pontos conhecidos pelo mundo:
Quais foram os principais desafios de segurança no projeto?
Garantir a circulação de ar e rotas de fuga em uma profundidade tão grande exigiu soluções inéditas. Os engenheiros criaram duas estações subterrâneas multiníveis que servem como ponto de parada para emergências no meio da montanha.
Esses pontos de apoio contam com sistemas próprios que ajudam a proteger os passageiros em qualquer imprevisto:
- Portas corta-fogo capazes de aguentar o calor por 90 minutos.
- Sistemas de ventilação pesada que tiram a fumaça das galerias em poucos segundos.
- Rotas de saída conectadas direto com a outra galeria paralela do comboio.
Por que essa passagem mudou o transporte de cargas na Europa?
Antes da liberação desse trecho, milhares de caminhões poluentes precisavam subir as estradas íngremes das serras diariamente. Agora, cerca de 260 trens de carga conseguem cruzar a região todos os dias sem enfrentar neve ou pistas congeladas.
Essa mudança tirou um peso gigante do tráfego das rodovias e reduziu drasticamente a poluição no ar das cidades vizinhas. Trata-se de uma verdadeira aula de engenharia e respeito ao meio ambiente que vai durar por gerações.
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