Um planeta chamado WASP-127b, situado a cerca de 520 anos-luz da Terra, possui uma corrente de jato que circula seu equador a velocidades de até 33.000 km/h
Ventos supersônicos no planeta WASP-127b quebram todos os recordes
O planeta WASP-127b abriga a tempestade mais bizarra e violenta já registrada na história da astronomia. Localizado a cerca de 520 anos-luz da Terra, esse mundo gigante gasoso apresenta ventos equatoriais que chegam a absurdos 33.000 km/h, mudando tudo o que a ciência pensava sobre o clima espacial.
Como os ventos chegam a essa velocidade absurda no planeta WASP-127b?
Esses ventos formam uma corrente de jato supersônica que viaja rasgando o equador com uma força descomunal. O ar quente e o gás se movem muito mais rápido que o próprio giro natural do corpo celeste no espaço.
Segundo o portal Space Daily, a velocidade atinge a marca assustadora de 33.000 km/h quando você junta a ventania com a rotação diária. Isso significa que uma parte da atmosfera vem na nossa direção a toda velocidade, enquanto a outra banda foge na mesma batida extrema.
Qual a diferença dessa ventania absurda para o clima em Netuno?
Para você ter uma noção real do perigo, basta olhar para o nosso quintal estelar e medir os recordes antigos. Netuno sempre teve a fama de abrigar as piores tempestades conhecidas, mas perto desse gigante ele parece uma brisa suave de fim de tarde.
Repare na diferença de força entre os dois mundos espaciais:
O que torna a estrutura física desse mundo tão esquisita no espaço?
Esse astro se encaixa na categoria dos chamados Júpiteres quentes, mas ele é literalmente considerado um gigante fofo pela comunidade acadêmica. Ele tem um tamanho um pouco maior do que Júpiter, só que carrega apenas sete por cento da sua densidade total.
Essa característica inflada transformou o lugar em um laboratório perfeito para o estudo profundo de exoplanetas bem distantes. A sua atmosfera expandida e leve facilita bastante a captação da luz pelas lentes de telescópios enormes aqui na Terra.
Como os cientistas mediram o clima de um local tão longe da Terra?
O pessoal da astronomia usou o poderoso telescópio VLT (Very Large Telescope), instalado no Chile, para fazer essa captura detalhada de longe. Eles não conseguem bater uma foto direta do lugar, então usam a luz da estrela que passa raspando pela borda do astro para ler as informações químicas.
Os equipamentos conseguiram pescar detalhes fantásticos do gás daquela região distante:
- Sinal duplo comprovando ventos correndo em direções opostas pelo equador.
- Presença confirmada de muito vapor de água e monóxido de carbono no ar.
- Separação nítida entre o clima da parte do amanhecer e do anoitecer eterno.

Quais são as temperaturas reais nos cantos dessa bolha de gás?
Como o corpo celeste demora pouco mais de quatro dias para dar uma volta na sua estrela, ele sofre um cozimento forte e constante. O lado que amanhece costuma ser cerca de 175 Kelvin mais frio do que o lado onde o sol está se pondo sem parar.
Além desse choque térmico pesado, os polos norte e sul ficam muito gelados na comparação com a fornalha que queima no meio do equador. Essa bagunça gigante de calor e frio extremo é exatamente o motor que sustenta essa ventania que nunca dorme no espaço.
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