Motorista ignora combustível na reserva para chegar até o posto mais barato, carro para no meio da via e fiscalização determina remoção do veículo, além da multa
Entenda quando a falta de combustível vira infração
O motorista que continua dirigindo com o combustível na reserva para abastecer em um posto mais barato pode transformar a economia em infração de trânsito. Se o carro ficar imobilizado na via por falta de combustível, o Código de Trânsito Brasileiro prevê multa e remoção do veículo, além dos riscos provocados pela interrupção inesperada da circulação.
Ficar sem combustível no meio da via gera multa?
O artigo 180 do Código de Trânsito Brasileiro enquadra a imobilização do veículo na via por falta de combustível como infração média. A penalidade é multa de R$ 130,16, com registro de quatro pontos na CNH, conforme os valores aplicáveis a essa categoria de infração.
A autuação não ocorre simplesmente porque o tanque ficou vazio. O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito orienta que a infração seja constatada quando o automóvel permanece imobilizado na via por pane seca. Se estiver regularmente estacionado, sem prejudicar a circulação, a falta de combustível não caracteriza a mesma conduta.
Por que a fiscalização pode determinar a remoção do carro?
A remoção é a medida administrativa prevista no artigo 180. Ela pode ser aplicada quando o carro permanece sem condições de sair e representa obstáculo ou risco para o trânsito. Além da multa, o proprietário pode ter despesas adicionais relacionadas ao procedimento:
Quais despesas podem surgir com a remoção do veículo?
- 1Serviço de guincho até o depósito indicado pelo órgão.
- 2Diárias correspondentes ao período de permanência no pátio.
- 3Regularização de eventuais pendências do veículo.
- 4Deslocamento para solicitar a liberação.
- 5Abastecimento necessário para retirar o automóvel.
- 6Outros encargos previstos na legislação local.
Levar combustível antes do guincho evita a remoção?
O Código de Trânsito Brasileiro determina que não cabe remoção quando a irregularidade é sanada no próprio local. Assim, se for possível colocar combustível e retirar o carro com segurança antes do recolhimento, o veículo poderá ser liberado. Essa regularização, porém, não apaga automaticamente a infração já constatada pelo agente.
O condutor não deve atravessar a pista ou caminhar pelo acostamento sem avaliar o risco. Em rodovias e vias de trânsito rápido, o mais seguro é acionar a concessionária, a assistência do seguro ou um serviço de emergência. Enquanto aguarda, algumas providências reduzem o perigo:
- ligar o pisca-alerta assim que perceber a perda de potência;
- tentar deslocar o carro para fora da faixa de circulação;
- usar o triângulo em distância compatível com a velocidade da via;
- manter passageiros em local protegido e afastado da pista;
- informar a localização com referências precisas;
- não tentar empurrar o automóvel em trecho de tráfego intenso.
O marcador na reserva serve como justificativa para recorrer?
Dirigir com o indicador na reserva, errar a distância até o posto ou procurar um preço menor não costuma afastar a responsabilidade. A pane seca é considerada uma situação previsível, pois cabe ao responsável acompanhar a autonomia e manter combustível suficiente para o deslocamento. Um recurso exige algum erro concreto na autuação, como o carro estar estacionado regularmente ou a paralisação ter sido provocada por defeito mecânico diferente.

Como evitar que a busca pelo posto mais barato termine em prejuízo?
O motorista deve comparar a distância restante com a autonomia indicada no painel, lembrando que ladeiras, congestionamentos, ar-condicionado e acelerações elevam o consumo. A estimativa do computador de bordo também pode variar. Quando a luz da reserva acende, o abastecimento próximo é mais seguro do que prolongar o trajeto contando apenas com uma previsão aproximada.
Manter uma margem de combustível evita a pane seca, preserva a circulação e reduz o risco de colisões causadas pela parada repentina. A diferença de preço entre dois postos pode ser menor do que a soma da multa, do guincho e das diárias do depósito, sem considerar o perigo de permanecer imobilizado em uma faixa movimentada.
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