Memphis se diz “muito decepcionado” com o Corinthians e promete reagir
Atacante holandês diz que vai se pronunciar publicamente nos próximos dias para defender seus interesses financeiros
O atacante holandês Memphis Depay anunciou na noite desta terça-feira, 11, que vai se posicionar publicamente contra a decisão do Corinthians de não formalizar a renovação de seu contrato.
Segundo o jogador, havia um entendimento verbal para a extensão do vínculo por mais dois anos, já validado inclusive por exames médicos, mas o presidente Osmar Stabile optou por não assinar os documentos após pressão de opositores internos ao atleta.
Acordo verbal e recuo do clube
Segundo relato do próprio Memphis, a prorrogação contratual havia sido combinada diretamente com a presidência e referendada pelos departamentos de futebol, jurídico e financeiro do clube paulista. Ainda assim, o compromisso não foi cumprido, conforme o atacante publicou na rede social X:
“Muito decepcionado por saber que o Corinthians decidiu não honrar o acordo que tínhamos para prorrogar meu contrato por dois anos. Essa renovação foi explicitamente acertada com o presidente, bem como com os departamentos de futebol, jurídico e financeiro. No entanto, algumas pessoas decidiram descumprir esse compromisso.”
Promessa de resposta e valores em disputa
O holandês afirmou que buscará preservar seus interesses e prometeu detalhar sua posição em breve: “Eu não queria essa situação e sempre respeitei o clube ao longo do processo, mas agora eu sou obrigado a reagir fortemente para preservar meus interesses. Nos próximos dias, vou me pronunciar publicamente, mas tenham certeza de que eu não deixarei esse comportamento inaceitável passar impune”.
O Corinthians tem uma dívida próxima de R$ 43 milhões com o atacante. Para permanecer no clube, ele havia aceitado receber o montante em quatro parcelas e abrir mão dos juros, que elevariam o total a cerca de R$ 80 milhões. Há expectativa de que ele recorra à Fifa para cobrar o valor integral, além de indenizações.
Versão da diretoria
Ao justificar o recuo, Stabile alegou motivos financeiros: “Esta decisão foi tomada única e exclusivamente em consideração à saúde financeira da nossa instituição, que demanda um rigoroso equilíbrio e responsabilidade na gestão dos recursos”.
Ele acrescentou que “ficou claro que assumir um novo compromisso dessa magnitude não seria compatível, neste momento, com o equilíbrio financeiro”.
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