Lindbergh chama de “picaretagem” depoimento sobre suposta trama contra Gaspar
Ex-líder do PT na Câmara nega conhecer envolvidos e afirma não ter participado de reuniões para tratar de uma suposta armação
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder do PT na Câmara, reagiu à reportagem de O Antagonista sobre o depoimento que aponta para uma suposta trama para fabricar uma acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar (PL-AL), atual vice na chapa de Flávio Bolsonaro e ex-relator da CPMI do INSS.
Em resposta à publicação, Lindbergh classificou o depoimento como uma “picaretagem” e negou conhecer as pessoas citadas ou ter participado de reuniões para tratar de qualquer acusação contra Gaspar.
“Isso é uma picaretagem. Desconheço os citados e a suposta investigação da Polícia Legislativa. Não conheço os envolvidos e não participei de reuniões para tratar desse assunto.”
O deputado também questionou as circunstâncias do depoimento prestado por Luiz Antonio Lopes à Polícia Legislativa e defendeu que a Polícia Federal investigue o homem citado no documento.
“A primeira coisa que a Polícia Federal tem que fazer é investigar esse tal ‘tio Luiz’, prender esse cara. Esse depoimento é inventado e é mais uma suspeita em cima do Alfredo Gaspar. Por que esse cara deu esse depoimento à Polícia Legislativa? A pedido de quem?”
Lindbergh negou, portanto, qualquer participação nas reuniões descritas por Lopes. No depoimento, o homem afirmou que Marcela Maria Mendes, apontada como a jovem que teria usado o nome “Jailma”, participou de uma reunião virtual na qual o deputado estaria presente, ao lado de outras pessoas.
Segundo Lopes, a jovem teria sido orientada a assumir uma identidade falsa e receberia dinheiro para sustentar uma narrativa de abuso sexual contra Gaspar. O depoente afirmou ainda que teria participado de transações envolvendo valores destinados a Marcela.
As declarações constam de um boletim de ocorrência registrado na Polícia Legislativa e fazem parte de uma investigação em andamento. O conteúdo do depoimento, por si só, não comprova a existência da suposta trama nem eventual participação de Lindbergh ou de qualquer outra pessoa.
A manifestação do deputado ocorre após ele e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) terem levado à Polícia Federal, em 27 de março, uma notícia de fato envolvendo Gaspar. Na ocasião, os dois acusaram o então relator da CPMI do INSS de estupro de vulnerável e de tentativa de ocultação dos fatos.
Agora, diante do depoimento que levanta a hipótese de que a acusação contra Gaspar poderia ter sido previamente articulada, Lindbergh nega qualquer envolvimento e afirma que o relato apresentado à Polícia Legislativa é inventado.
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Comentários (3)
Marian
10.08.2026 19:58Porque não investigar?
Ademir Fenicio
10.08.2026 17:41seria estilo aloprados?
Pedro Boer
10.08.2026 16:27O Lindberg e a Soraya me pareciam muito espertos e foram enganados?