Império da moda com 466 lojas entra em colapso e mais de 13 mil trabalhadores encaram a despedida das marcas
A quebra de um dos maiores grupos do varejo britânico dividiu marcas famosas, atingiu centenas de lojas e colocou milhares de empregos em risco.
O colapso de um império da moda colocou centenas de lojas e milhares de empregos sob risco no Reino Unido. A Arcadia, dona de Topshop, Topman, Dorothy Perkins e Miss Selfridge, entrou em administração com 466 unidades e mais de 13 mil trabalhadores afetados.
Qual império da moda entrou em colapso com 466 lojas?
O grupo era a Arcadia, conglomerado britânico responsável por algumas das marcas mais conhecidas das ruas comerciais do Reino Unido. A companhia chegou à administração em 2020, deixando o futuro de suas operações nas mãos de administradores.
A estrutura reunia 444 lojas no Reino Unido e outras 22 no exterior. Entre suas bandeiras estavam Topshop, Topman, Dorothy Perkins, Miss Selfridge, Burton, Wallis, Evans e Outfit.

Entrar em administração significa que a Arcadia faliu imediatamente?
Não exatamente. A administração britânica é um procedimento de insolvência no qual profissionais assumem o controle da empresa para tentar preservar valor, negociar ativos ou encontrar compradores. Isso não significa que todas as lojas fechem no mesmo instante.
No caso da Arcadia, as operações continuaram inicialmente enquanto compradores eram procurados para as marcas. Registros públicos britânicos também documentam a nomeação de administrador para empresas ligadas ao grupo.
Quais marcas faziam parte do império da Arcadia?
A Arcadia controlava marcas que durante décadas ocuparam posições relevantes no varejo de moda britânico. Topshop e Topman estavam entre os nomes de maior reconhecimento, mas o portfólio era bem mais amplo.
Dorothy Perkins, Miss Selfridge, Burton, Wallis e Evans também dependiam da estrutura empresarial. Isso fez com que o colapso atingisse diferentes públicos e centenas de pontos comerciais simultaneamente.
As principais marcas envolvidas estavam distribuídas desta forma:
Quantos trabalhadores ficaram ameaçados pelo colapso?
Mais de 13 mil trabalhadores estavam ligados ao grupo quando a administração foi anunciada. Naquele momento, os empregos ficaram ameaçados, embora a entrada no procedimento não tenha provocado a demissão imediata de toda a força de trabalho.
A dimensão do problema aumentava porque grande parte dos funcionários estava ligada às lojas físicas. A eventual venda somente das marcas e operações digitais poderia deixar estabelecimentos e seus empregados fora dos negócios.
Os números mostram a escala alcançada pela crise:
Por que a Arcadia chegou a uma situação tão grave?
A crise foi agravada pela pandemia, que manteve lojas fechadas durante longos períodos e reduziu o movimento nas ruas comerciais. Entretanto, as dificuldades da Arcadia já existiam antes, com pressão crescente do comércio eletrônico e de concorrentes digitais.
O tamanho da rede física também elevava despesas com imóveis e operação. A combinação de vendas pressionadas, custos elevados e mudanças nos hábitos de consumo reduziu a capacidade do grupo de superar a crise.
Leia também: Depois de fechar 343 das 587 lojas, desativar três centros de distribuição e acumular R$ 1,1 bilhão de passivo
O que aconteceu com as famosas marcas depois do colapso?
O processo abriu caminho para que diferentes marcas fossem negociadas separadamente. Os nomes comerciais ainda possuíam valor, mesmo que manter centenas de lojas físicas fosse menos atraente para possíveis compradores.
Por isso, o colapso da Arcadia não significou necessariamente o desaparecimento imediato de cada marca. O golpe mais profundo atingiu a estrutura que mantinha lojas e trabalhadores reunidos sob o mesmo império varejista.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)