Empresa de mídia avaliada em US$ 5,7 bilhões no auge foi vendida por US$ 350 milhões na falência, e depois parou de publicar no próprio site
Vice Media, avaliada em US$ 5,7 bilhões no auge, foi vendida por US$ 350 milhões na falência e depois parou de publicar no próprio site

O que você vai ver
- Qual empresa de mídia perdeu quase todo o valor.
- Por que ela parou de publicar no próprio site.
- Para onde foi o time de funcionários.
- O que é o “modelo estúdio” para o qual ela migrou.
Uma empresa de mídia digital que chegou a ser avaliada em US$ 5,7 bilhões durante os anos de expansão acelerada foi vendida, ao sair da falência, por apenas US$ 350 milhões. Meses depois, a mesma empresa anunciou que deixaria de publicar conteúdo no próprio site.
Qual empresa de mídia perdeu quase todo o valor?
A empresa é a Vice Media, que entrou com pedido de Chapter 11 em maio de 2023 depois de uma onda de demissões, listando ativos e passivos entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão no processo.
Em julho daquele ano, a Vice concluiu a venda de seus ativos por US$ 350 milhões a um grupo de antigos credores, incluindo a Fortress Investment Group, a Soros Fund Management e a Monroe Capital, valor drasticamente inferior aos US$ 5,7 bilhões em que a empresa já havia sido avaliada em rodadas de investimento anteriores.
🚨 VICE media, once worth $5.7 billion, preparing to file bankruptcy pic.twitter.com/6GYoSMbIwM
— Insider Paper (@TheInsiderPaper) May 2, 2023
Por que ela parou de publicar no próprio site?
Em fevereiro de 2024, já sob nova estrutura, o executivo-chefe da Vice Media Group anunciou que a empresa deixaria de publicar conteúdo no site Vice.com e demitiria várias centenas de funcionários na semana seguinte ao anúncio.
A justificativa apresentada foi puramente de custo: segundo a direção da empresa, não era mais economicamente viável distribuir conteúdo digital da forma tradicional, com redação própria mantendo um site editorial independente.
Para onde foi o time de funcionários?
Antes da falência e dos cortes seguintes, a Vice chegou a empregar cerca de 3 mil pessoas ao redor do mundo, número que caiu para pouco menos de 900 depois da rodada de demissões de fevereiro de 2024, que acompanhou o encerramento das publicações diretas no site.
- Maio de 2023: pedido de Chapter 11.
- Julho de 2023: venda de ativos por US$ 350 milhões a antigos credores.
- Fevereiro de 2024: fim das publicações em Vice.com e demissão de várias centenas de funcionários.
- Quadro total reduzido de cerca de 3 mil para menos de 900 pessoas.

O que é o “modelo estúdio” para o qual ela migrou?
Em vez de manter uma redação própria publicando diretamente para o público, a nova estratégia da Vice passou a apostar em parcerias com outras empresas de mídia já estabelecidas, distribuindo conteúdo digital, incluindo jornalismo, através das plataformas globais desses parceiros.
Esse modelo, batizado internamente de “estúdio”, reflete uma pressão mais ampla sobre o setor de mídia digital: queda no tráfego vindo de redes sociais, mercado publicitário mais fraco e a ameaça crescente da inteligência artificial como fonte alternativa de informação para o público.
Assim como no caso da Ted Baker, cuja marca sobreviveu à saída conturbada de uma liderança central, a Vice Media segue existindo como nome comercial, mesmo depois de abandonar boa parte da estrutura que a tornou conhecida.
Mais detalhes sobre o processo estão disponíveis na CNN.
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