Rede de sorvetes pede falência pela segunda vez após 85 anos e vende 130 restaurantes por menos de R$ 10,3 milhões

04.11.2026

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Rede de sorvetes pede falência pela segunda vez após 85 anos e vende 130 restaurantes por menos de R$ 10,3 milhões
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Redação O Antagonista
6 minutos de leitura 05.08.2026 09:53 comentários
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Rede de sorvetes pede falência pela segunda vez após 85 anos e vende 130 restaurantes por menos de R$ 10,3 milhões

A venda por um valor reduzido evitou a liquidação total, manteve quase todas as unidades abertas e preservou milhares de empregos.

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Rede de sorvetes pede falência pela segunda vez após 85 anos e vende 130 restaurantes por menos de R$ 10,3 milhões
Rede de sorvetes pede falência pela segunda vez após 85 anos e vende 130 restaurantes por menos de R$ 10,3 milhões

A rede de sorvetes chegou à segunda falência em 2020 com 130 restaurantes e uma venda avaliada em menos de US$ 2 milhões. A empresa era a Friendly’s, cuja transferência preservou quase todas as unidades abertas, milhares de empregos e a continuidade da marca.

Qual rede de sorvetes pediu falência pela segunda vez?

A empresa era a Friendly’s, fundada em 1935 pelos irmãos Curtis e Prestley Blake, em Springfield, Massachusetts. O negócio começou como sorveteria e depois acrescentou hambúrgueres, sanduíches e refeições familiares.

O sorvete permaneceu central na identidade da rede, com sobremesas vendidas também em supermercados. A expansão levou a Friendly’s a centenas de pontos no leste dos Estados Unidos antes das reduções.

Rede de sorvetes pede falência pela segunda vez após 85 anos e vende 130 restaurantes por menos de R$ 10,3 milhões
Rede de sorvetes pede falência pela segunda vez após 85 anos e vende 130 restaurantes por menos de R$ 10,3 milhões

Por que essa era a segunda falência da Friendly’s?

A primeira recuperação judicial ocorreu em 2011, quando a rede fechou dezenas de restaurantes e reorganizou dívidas. A empresa continuou funcionando, mas enfrentou mudanças no consumo, concorrência crescente, custos maiores e menor movimento.

Em 2020, a pandemia interrompeu o atendimento nos salões e limitou a capacidade após a reabertura. A queda de receita atingiu um negócio que já fechava pontos pouco rentáveis e ampliava entregas e retiradas.

Como 130 restaurantes foram vendidos por menos de US$ 2 milhões?

A FIC Restaurants firmou um acordo para vender praticamente todos os seus ativos à Amici Partners Group, ligada à Brix Holdings. Documentos do processo indicaram preço pouco inferior a US$ 2 milhões, valor convertido no título para menos de R$ 10,3 milhões.

O número de 130 reunia restaurantes próprios e franqueados, portanto a negociação não equivalia apenas à compra de imóveis e equipamentos. O comprador assumiria a marca e ativos necessários para manter quase toda a rede funcionando.

Os números abaixo ajudam a compreender a operação:

Dado O que representava Consequência
130 restaurantes Unidades próprias e franqueadas
A estrutura existente quando a segunda falência foi apresentada.
Quase todos permaneceriam abertos
Menos de US$ 2 milhões Preço indicado no acordo
O valor inicial para a transferência de praticamente todos os ativos.
Venda evitou liquidação total
Até US$ 100 milhões Faixa estimada de passivos
As obrigações declaradas no início do processo judicial.
Dívida superava o preço de venda

Por que o valor da venda foi tão baixo?

O preço não pode ser comparado diretamente ao faturamento ou ao valor histórico da marca. A operação carregava passivos, contratos, restaurantes com desempenho desigual e os efeitos da pandemia, enquanto credores garantidos aceitaram abrir mão de aproximadamente US$ 88 milhões em dívida.

O pedido judicial estimou passivos entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões e ativos entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões. A venda funcionou como parte de um plano para preservar a empresa viável, e não como avaliação isolada de cada restaurante.

Como a compra preservou restaurantes e milhares de empregos?

O plano previa manter quase todos os 130 pontos abertos durante a pandemia. A Amici também esperava conservar praticamente todos os empregados dos restaurantes próprios, enquanto os franqueados continuariam responsáveis pelas equipes de suas unidades.

O comunicado oficial sobre a venda da Friendly’s afirmou que a operação preservaria milhares de empregos entre funcionários corporativos e franqueados. O caixa disponível permitiria pagar trabalhadores, fornecedores e compromissos durante a transição.

Os principais efeitos previstos eram estes:

●
Quase todos os restaurantes continuariam atendendo normalmente
●
Milhares de empregos próprios e franqueados seriam preservados
●
Funcionários e fornecedores receberiam durante a transição
●
A marca seguiria operando sob um novo grupo de investidores

Leia também: Depois de fechar 343 das 587 lojas, desativar três centros de distribuição e acumular R$ 1,1 bilhão de passivo

O que mudou após a segunda falência?

A Friendly’s não desapareceu nem liquidou toda a rede, como ocorreu com outras empresas do setor em 2020. A operação passou para um grupo experiente em franquias, enquanto a antiga estrutura financeira seguiu no processo judicial.

A venda preservou a marca criada em 1935, mas não apagou os problemas anteriores nem impediu ajustes futuros em unidades específicas. O caso mostrou como o Chapter 11 pode permitir a troca de controle e a continuidade do negócio, mesmo quando o preço parece pequeno.

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