Sabatina O Antagonista: Caiado rejeita confronto entre agro e outros setores
O ex-governador de Goiás e candidato do PSD defendeu o Plano Safra e disse que o problema fiscal está nos gastos do governo
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, rejeitou nesta terça-feira, 4, a possibilidade de acabar com o crédito subsidiado ao agronegócio. A declaração foi dada durante a sabatina de O Antagonista e G4, após ser questionado pelo cofundador da G4 Educação, Tallis Gomes, sobre a manutenção do benefício ao setor.
Na pergunta, Tallis afirmou que produtores rurais têm acesso a financiamentos com juros subsidiados, enquanto empresários urbanos enfrentam custos mais elevados para obter crédito, e perguntou se Caiado teria “coragem” de acabar com o modelo.
A resposta foi direta.
“Não”, disse o candidato.
Em seguida, Caiado argumentou que o agronegócio exerce um papel estratégico para a economia brasileira e não pode ser tratado como um segmento privilegiado.
“O que nós precisamos é de não criar essa cizânia entre segmentos. O agro garante segurança alimentar, superávit na balança comercial e responde por um terço dos empregos do país”, afirmou.
O candidato também defendeu a manutenção da equalização das taxas de juros para o setor e afirmou que o modelo é adotado em escala reduzida. Segundo ele, o debate deveria priorizar a criação de um plano plurianual para o crédito rural e a ampliação do seguro rural.
“Ninguém compete com o Brasil na agropecuária por causa de subsídio. O Brasil compete por produtividade, ciência e tecnologia”, disse.
Ao longo da resposta, Caiado afirmou que o principal problema econômico do país está na condução das contas públicas pelo governo federal. Segundo ele, o aumento dos gastos compromete o equilíbrio fiscal e reduz a competitividade da economia.
“Nosso adversário hoje é um governo perdulário e irresponsável, que não tem compromisso com o equilíbrio fiscal e avança seus gastos em um processo populista”, afirmou.
O presidenciável também defendeu um modelo de governo baseado na negociação entre diferentes setores da economia e disse que pretende reproduzir, na Presidência, a experiência de diálogo que afirma ter adotado durante sua gestão em Goiás.
“Não vou dar espaço para briga entre segmentos produtivos. Vou governar sentado à mesa, ouvindo cada setor e construindo soluções para o Brasil”, declarou.
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