Zema acusa Lula de cometer “ilícito eleitoral” por pedir votos
Pré-candidato do Novo diz que petista age como “intocável” e questiona atuação do STF
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) acusou o presidente Lula (PT) de cometer “ilícito eleitoral” ao pedir votos antes do início oficial da campanha, marcado para 16 de agosto.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais compartilhou trechos do discurso de Lula durante a convenção do PT na Bahia e afirmou que o presidente fez pedidos de voto de forma explícita.
Zema também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que Lula seria “um intocável”.
“Será que o STF vai lançar uma candidatura própria ou vai continuar na coligação com o PT? Porque é isso que tá parecendo”, questionou.
O pré-candidato do Novo afirmou ainda haver tratamento desigual.
“Enquanto isso, eu sou processado e investigado por fazer vídeo com fantoche”, disse, em referência à investigação relacionada a uma publicação em que utilizou fantoches para simular diálogos entre ministros do STF.
Leia mais: Lula ignora lei eleitoral e pede votos para Jaques Wagner
Pedidos de voto
Durante a convenção que confirmou a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) à reeleição ao governo da Bahia, Lula pediu votos para si e para os candidatos petistas ao Senado, Jaques Wagner e Rui Costa.
Em um dos trechos do discurso, o presidente afirmou:
“Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança.”
A legislação eleitoral permite manifestações políticas durante a pré-campanha, mas proíbe pedidos explícitos de voto antes de 16 de agosto.
O partido Novo, como noticiamos, já acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, Jerônimo, Wagner, Rui Costa e o PT por suposta propaganda eleitoral antecipada.
Jaques Wagner
Zema também questionou Lula por se referir a Jaques Wagner como líder do governo no Senado.
O senador deixou a função após se tornar alvo de investigação da Polícia Federal e nega irregularidades.
“Pior do que isso é o Lula chamar o Jaques Wagner de líder do governo no Senado. Só que esse líder é exatamente o mesmo cara que a Polícia Federal tá investigando, suspeito de ter recebido 3 milhões e meio de reais e um apartamento de luxo do dono do Banco Master, o mesmo banco que espalhou um arrombo bilionário que nós já conhecemos”, afirmou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)