MST propõe taxação do agro e fim da autonomia do BC
Movimento divulga manifesto com diretrizes econômicas e políticas para as eleições de 2026, e planejar atuar na campanha
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) apresentou nesta quarta-feira, 29, um documento com 15 pontos para a disputa eleitoral de 2026. A organização planeja lançar nomes para assembleias legislativas e para a Câmara Federal, além de atuar na coordenação da campanha presidencial.
O texto defende a reestruturação do modelo produtivo nacional através da cobrança de impostos sobre grandes produtores rurais e da redistribuição de terras.
Mudanças na economia e no campo
Segundo o manifesto, a estratégia para a área rural foca em “desapropriar os latifúndios improdutivos e que cometem crimes ambientais e trabalhistas”. O grupo também sugere o fim da isenção para exportações e a taxação de defensivos agrícolas.
No setor financeiro, o MST solicita o banimento de apostas eletrônicas e maior fiscalização sobre instituições que operam crédito consignado para aposentados.
As propostas incluem o fim do atual teto de gastos e a retomada da influência governamental sobre a autoridade monetária. O documento estabelece como metas “combater o arcabouço fiscal, recuperar o controle do Banco Central e reduzir a taxa de juros”.
Apoio político e agenda externa
Apesar de registrar insatisfação com a velocidade dos assentamentos, a entidade ratifica o suporte ao Executivo. “Assumimos a tarefa prioritária de eleger Lula, governos e parlamentares de esquerda comprometidos com a transformação do Brasil”, afirma o texto.
No âmbito diplomático, o movimento planeja “mobilizar esforços em solidariedade a Cuba, Venezuela, Haiti e Palestina, diante da perseguição e cerco dos EUA e Israel”.
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