“O governo brasileiro deveria colocar o ‘rabo entre as pernas'”, diz Zema sobre Milei
Ex-governador afirmou que crítica do presidente Argentino sobre Lula e Moraes "talvez esteja certa"
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira, 27, que as declarações do presidente argentino, Javier Milei, sobre o presidente Lula (PT) e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, são “pertinentes”.
“Talvez esteja correta a crítica, o modo de fazer que, talvez, não seja o mais adequado para um presidente. Existe uma embaixada da Argentina, existe um modo de você se manifestar talvez com até mais força do que em um evento festivo”, disse ao SBT News.
Segundo Zema, o governo brasileiro deveria “colocar o rabo entre as pernas”, porque as críticas feitas por Milei “procedem”.
Incidente diplomático
Em reação, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu na noite de domingo, 26, o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para manifestar a insatisfação com as declarações do presidente argentino.
O Itamaraty classificou o episódio como “sem precedentes” e “lamentável”.
“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, disse o MRE.
“Lixo careca”
Durante a convenção do PL, Milei chamou Alexandre de Moraes de “lixo careca” ao reclamar do ministro do Supremo Tribunal Federal por não ter autorizado que ele fizesse uma visita a Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.
“Não me deixaram visitar meu amigo que estava preso, quando todo mundo sabe que Lula recebeu muitas pessoas na prisão”, disse.
“Isso não é mais do que uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e de seu claro caráter vingativo”, acrescentou.
“Campanha anti-Argentina”
Milei também acusou o governo Lula de financiar uma suposta “campanha anti-Argentina”.
Em entrevista à rádio Mitre, ele disse que o Brasil teria sido o principal financiador dessa campanha, que, de acordo com ele, também contaria com apoio do governo do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.
“Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina… O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil”, afirmou.
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Comentários (2)
Luis Eduardo Rezende Caracik
27.07.2026 18:38Zema, onde você está com a cabeça? Quanta falta de visão realista e entreguismo!
Joaquim Duran
27.07.2026 17:43Esse sujeito, que negou ter havido ditadura militar entre 64 e 84, não entende nada de estadismo, de diplomacia e de respeito.