A tática de Zema para tentar vencer o bolsopetismo
Ex-governador de Minas Gerais se inspira na própria história pra tentar furar as bolhas petistas e bolsonaristas
Ao lançar sua candidatura à Presidência da República, Romeu Zema – ex-governador de Minas Gerais – tentou se colocar como uma opção viável contra o bolsopetismo.
Com poucos recursos do fundo partidário e sem um tempo de TV consistente, integrantes do Novo acreditam que Zema pode repetir a proeza de 2018, quando ele foi eleito governador de Minas Gerais, mesmo sem o apoio institucional consistente.
“O que já provamos em Minas Gerias, e foi o que o Zema fez, é caminhar por fora. Em 2018, disseram que era impossível vencer a polarização PT x PSDB, Zema fez 40% no primeiro turno e as pesquisas mostravam que ele tinha 8%”, declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, a O Antagonista.
“A dinâmica eleitoral hoje é muito diferente. Com celular, com as redes sociais, qualquer faísca pode se tornar um grande fato político que muda a dinâmica da eleição. O importante é estar preparado para esse tipo de momento”, acrescentou ele.
O próprio Zema foi uma prova dessa máxima em 2026. Quando lançou a série de vídeos “Os Intocáveis”, com críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Zema ganhou espaço entre os então pré-candidatos da direita à Presidência da República.
Mas, na mesma velocidade em que ele cresceu nas pesquisas, ele caiu nos meses seguintes, sem conseguir levar ao público outros fatos novos.
Zema lançou sua pré-candidatura sem um vice. Ele acredita que poderia trazer o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa para o seu palanque, mas uma definição deve ficar apenas para o prazo final das convenções eleitorais, em 5 de agosto.
Ao defender sua trajetória durante o lançamento de sua candidatura, o ex-governador disse que reúne “todas as credenciais” para disputar o Palácio do Planalto e ressaltou que sua experiência no setor privado o diferencia dos demais concorrentes.
“Eu me considero com todas as credenciais, modesta parte até mais do que os meus concorrentes. Nunca fui recebedor de impostos, fui só pagador. Mesmo como governador, fui voluntário. Tudo o que recebi foi destinado a instituições. Então, nenhum outro candidato conhece tanto o Brasil real”, afirmou.
Na sequência, Zema voltou a fazer críticas ao escândalo do Banco Master, tema que tem explorado na pré-campanha, e afirmou que não enfrentará esse tipo de questionamento por sua trajetória.
Empresário nascido em Araxá (MG), de 61 anos, Zema é formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Antes de ingressar na política, comandou uma empresa no interior de Minas Gerais e destacou o histórico empresarial durante o discurso.
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