Zema promete presídio na Amazônia para chefes de facções criminosas
Ex-governador de Minas teve a candidatura à Presidência oficializada nesta segunda, 27, durante convenção do Novo
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira, 27, durante a convenção nacional do partido, em Brasília, que, se eleito presidente, construirá um presídio de segurança máxima em uma área isolada da Amazônia para abrigar integrantes de facções criminosas.
“Vou enquadrar todas as organizações e facções criminosas como terroristas. Vamos construir um super presídio de referência num lugar remoto no meio da Amazônia, para onde todos esses líderes vão ser encaminhados e vão mofar por pelo menos 25 anos”, disse Zema.
Zema também rebateu a narrativa de que o Brasil estaria prendendo sua soberania após os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como “terroristas”.
“Eu quero que o Brasil retome a soberania que nós estamos perdendo. Tem gente falando aí que está perdendo a soberania porque os Estados Unidos enquadraram as organizações, facções criminosas como terroristas. O Brasil é que já deveria ter feito isso há muito tempo”, afirmou.
Caso Master
No evento, Zema voltou a explorar politicamente o escândalo envolvendo o Banco Master e afirmou que sua candidatura não carregará desgastes relacionados ao caso.
Ao defender sua trajetória, o ex-governador disse que reúne “todas as credenciais” para disputar o Palácio do Planalto e ressaltou que sua experiência no setor privado o diferencia dos demais concorrentes.
“Eu me considero com todas as credenciais, modesta parte até mais do que os meus concorrentes. Nunca fui recebedor de impostos, fui só pagador. Mesmo como governador, fui voluntário. Tudo o que recebi foi destinado a instituições. Então, nenhum outro candidato conhece tanto o Brasil real”, afirmou.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, também aproveitou a convenção para criticar o PT.
Segundo o dirigente, o principal legado da gestão de Zema em Minas foi demonstrar que “uma boa gestão com pessoas decentes, qualificadas, competentes, íntegras e corajosas enterra o PT”, acrescentando que esse será o discurso da legenda na campanha presidencial.
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