Cármen Lúcia defende sistema eleitoral: “Seguro e auditável”
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tirbunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira, 27, que “ninguém deve interferir e fragilizar” a democracia brasileira. Sem citar países ou autoridades, a magistrada ressaltou que a vontade popular é exercida por meio de um sistema eleitoral “seguro, transparente” e “auditável”. “Há que haver espaços como este, reuniões como esta,...
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tirbunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira, 27, que “ninguém deve interferir e fragilizar” a democracia brasileira.
Sem citar países ou autoridades, a magistrada ressaltou que a vontade popular é exercida por meio de um sistema eleitoral “seguro, transparente” e “auditável”.
“Há que haver espaços como este, reuniões como esta, que dão a demonstração daqueles vetores, daqueles temas mais importantes para que a gente caminhe e fortaleça a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo. Para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia, que somos nós que temos que falar o que é para nós o Brasil que nós queremos, que nós temos por merecer e que construir”, disse durante participação na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói, no Rio de Janeiro.
“E é pela mão do povo que nós decidimos o que queremos. No caso brasileiro, muito mais que a gente nem precisa da mão, mas do toque de um dedo na nossa urna eletrônica segura, transparente, auditável (sic), do povo! Do povo brasileiro, na urna brasileira, feita para o Brasil, assumida pelo povo”, afirmou.
Missão americana e negativa de vistos
Na última semana, o Itamaraty negou os vistos de dois funcionários do Departamento de Estado americano que tinham viagem prevista ao Brasil.
Riley M. Barnes e Samuel D. Samson fariam parte de uma agenda em Brasília entre 27 e 30 de julho.
Segundo o governo dos Estados Unidos, a viagem teria como objetivo realizar reuniões com integrantes do governo brasileiro, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para discutir temas como “integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão”.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a missão não buscava interferir nas eleições brasileiras e classificou como “mentira sem fundamento” as acusações de que a iniciativa pretendia desacreditar o sistema eleitoral.
“Qualquer insinuação de que a visita seria uma ‘manobra’ para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira sem fundamento. Tratava-se de uma visita de rotina, em conformidade com as atribuições legais do DRL”, afirmou o porta-voz.
Debate sobre urnas eletrônicas
A negativa dos vistos ocorreu após reportagem do jornal The Washington Post afirmar que a missão americana teria como objetivo questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
O governo brasileiro avaliou que a iniciativa poderia ter outro papel que não o de observação internacional.
A discussão ganhou força após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, sobre as urnas eletrônicas. O parlamentar afirma defender a presença de observadores estrangeiros, mas nega questionar a segurança do sistema.
Leia mais: As notas de Flávio para negar que tenha questionado o sistema de votação
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