Haddad sugere enviar Tarcísio ao exterior para defender urnas eletrônicas
Em evento neste domingo, ex-ministro também criticou declarações de Milei na convenção que oficializou candidatura de Flávio Bolsonaro
O ex-ministro Fernando Haddad (foto), candidato do PT ao governo de São Paulo, criticou neste domingo, 26, as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra autoridades brasileiras e ironizou a discussão sobre a segurança das urnas eletrônicas.
Em evento da federação PSOL-Rede, o petista afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é reconhecido internacionalmente e sugeriu, em tom de brincadeira, enviar o governador Tarcísio de Freitas ao exterior para defendê-lo.
A declaração foi feita após reportagem do Washington Post afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planejava enviar auxiliares para levantar dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro.
Segundo Haddad, o episódio representa apenas uma “provocação barata”.
Questionado sobre uma eventual interferência estrangeira nas eleições, o petista respondeu:
“O mundo inteiro inveja o sistema eleitoral brasileiro. Até Tarcísio, que é bolsonarista, andou elogiando”. Em seguida, acrescentou: “A gente pode despachar Tarcísio para lá para explicar para ele como é que funciona.”
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Críticas a Milei
Haddad também condenou o discurso de Javier Milei na convenção do PL, realizada no sábado, quando o presidente argentino chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca”.
Para o candidato petista, a postura de Milei foi incompatível com a relação entre Brasil e Argentina.
“O comportamento do presidente da Argentina no Brasil é completamente incompatível com a relação entre os dois países”, afirmou.
“Imagina se fosse o contrário. Imagina se o presidente Lula, que já foi à Argentina um sem-número de vezes, fosse desrespeitoso com os juízes da Argentina, com os políticos da Argentina.”
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Evento em São Paulo
As declarações foram feitas durante a convenção estadual da federação PSOL-Rede, que confirmou a candidatura da ex-ministra Marina Silva ao Senado.
O evento reuniu aliados como Márcio França e Simone Tebet; Guilherme Boulos e Erika Hilton não participaram por compromissos de agenda, segundo a organização.
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