Dono da Ferrari com fortuna de R$ 121 bilhões compra tradicional time brasileiro
A compra de 90% da SAF colocou o Bahia dentro do Grupo City e iniciou um projeto com investimentos que podem chegar a R$ 1 bilhão.
A expressão dono da Ferrari ganhou força em manchetes sobre a compra do Bahia, mas a história envolve o City Football Group e o bilionário Sheikh Mansour. O negócio colocou o clube baiano dentro de uma rede internacional e abriu um projeto de longo prazo para o futebol.
Qual time brasileiro foi comprado pelo Grupo City?
O clube é o Esporte Clube Bahia, de Salvador. Em maio de 2023, o City Football Group concluiu a compra de 90% da Bahia SAF, empresa criada para administrar o futebol profissional e organizar os investimentos da nova gestão.
A associação continuou dona de 10% da SAF e preservou sua existência, sua história e seus símbolos. Na prática, o investidor assumiu o controle do futebol, enquanto o clube social permaneceu ligado à identidade construída desde 1931.

Quem está por trás da compra do Bahia?
Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan é o nome mais conhecido ligado ao grupo que controla o Manchester City. O empresário dos Emirados Árabes Unidos construiu presença internacional por meio de investimentos em futebol, energia, finanças e outros setores.
A fortuna de R$ 121 bilhões é uma estimativa e pode mudar conforme o câmbio e a avaliação dos ativos. Ele também já teve ligação com investimentos envolvendo a Ferrari, mas não é o único dono nem controla sozinho a fabricante italiana.
Quanto o Grupo City prometeu investir no clube?
O contrato prevê pelo menos R$ 800 milhões ao longo de 15 anos. Parte será destinada ao pagamento de dívidas e ao futebol, enquanto até R$ 200 milhões podem ser aplicados em infraestrutura, incluindo o centro de treinamento e outras estruturas do clube.
Isso não significa que todo o dinheiro entrou de uma só vez. O investimento segue um cronograma e depende das etapas previstas no acordo, detalhadas pelo Esporte Clube Bahia, além das necessidades esportivas e administrativas da SAF.
Por que a Ferrari aparece nessa história?
A referência à Ferrari surgiu porque Sheikh Mansour já foi associado a participações e investimentos ligados à montadora. Com o tempo, essa relação passou a ser resumida em manchetes como “dono da Ferrari”, embora a empresa tenha outros acionistas relevantes e capital negociado em bolsa.
O ponto central da notícia é a participação dele no City Football Group, e não o controle da fabricante italiana. A compra do Bahia foi feita pelo conglomerado esportivo, seguindo o mesmo modelo adotado em outros clubes ao redor do mundo.

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O que mudou no Bahia depois da venda da SAF?
O Bahia passou a ter acesso a uma rede internacional de análise de desempenho, formação de jogadores, tecnologia e gestão esportiva. O clube também começou a compartilhar conhecimento com equipes como Manchester City, Girona, Palermo e New York City.
A entrada no grupo aumentou a capacidade de investimento, mas não garante títulos imediatos. O desempenho continua dependendo de contratações, planejamento e administração financeira, enquanto a Sociedade Anônima do Futebol define a estrutura empresarial usada no projeto.
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