Depois de 70 anos, multinacional com 10 mil trabalhadores encerra fábrica em SP
A fábrica de Santo Amaro encerra a produção após mais de sete décadas, afetando trabalhadores e mudando o uso da unidade.
A multinacional com 10 mil trabalhadores citada no título encerrou a produção de lã de vidro em uma unidade histórica de São Paulo. A mudança, porém, não representa saída completa do Brasil: o imóvel seguirá como centro de distribuição e a marca mantém atuação comercial.
Qual multinacional encerrou fábrica após mais de 70 anos?
A empresa é a Isover, marca do Grupo Saint-Gobain dedicada a materiais de isolamento térmico e acústico. A unidade localizada em Santo Amaro, na zona Sul da capital paulista, produzia lã de vidro para diferentes setores da economia.
A operação brasileira começou em 1951 e ultrapassou sete décadas. A referência a cerca de 10 mil trabalhadores corresponde à estrutura internacional da Isover, e não ao número de empregados da fábrica encerrada em São Paulo.

Por que a produção foi encerrada em Santo Amaro?
O encerramento foi definido em acordo envolvendo a companhia, o Ministério Público e o órgão ambiental paulista. O cronograma determinou a interrupção da fabricação de lã de vidro e o desligamento do forno utilizado na fusão do material em julho de 2026.
A negociação ocorreu após reclamações de moradores sobre fumaça, odores e ruídos. A empresa afirmou que cumpria a legislação e havia realizado melhorias ambientais, mas aceitou encerrar a atividade industrial e manter o acompanhamento da área.
O cronograma e as medidas associadas incluem:
O que acontecerá com a unidade e os trabalhadores?
O imóvel não será abandonado. A antiga fábrica deverá assumir função de centro de distribuição, concentrando armazenamento de produtos. Assim, o endereço permanece ligado à operação logística da companhia, embora não fabrique mais lã de vidro.
O fim da produção afeta diretamente mais de 100 famílias, segundo a reportagem que revelou o caso. Fornecedores, transportadoras, prestadores de serviços e profissionais de manutenção podem enfrentar perda de contratos.
Os números precisam ser lidos em contextos diferentes:
A empresa realmente anunciou saída do Brasil?
Não. O encerramento atinge a produção industrial da unidade de Santo Amaro, mas não representa saída integral da Isover ou do Grupo Saint-Gobain. O site brasileiro da marca continua ativo, apresenta produtos e mantém canais comerciais no país.
A própria página institucional informa presença no Brasil desde 1951 e descreve a Isover como integrante da Saint-Gobain. Isso indica reorganização industrial e logística, não encerramento comercial no mercado nacional.
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Quais efeitos permanecem após o fechamento industrial?
A área continuará sujeita a medidas ambientais, tratamento de resíduos e acompanhamento das condições do terreno. Moradores e autoridades também deverão observar o cumprimento do acordo após o desligamento dos equipamentos relacionados às reclamações do entorno.
Para os trabalhadores, o impacto depende das medidas de transição e das oportunidades criadas pela operação logística. A mudança também encerra um capítulo da industrialização brasileira, enquanto a Isover Brasil permanece comercialmente ativa e vinculada ao grupo internacional.
O que diz a Isover Brasil
Em nota, a Isover afirmou que continuará atuando no Brasil e que sua unidade fabril passará a atuar como um centro de distribuição.
“A Isover informa que, em atendimento ao TERMO DE COMPROMISSO AMBIENTAL (TCA) firmado junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, a produção de lã de vidro na Unidade Fabril de Santo Amaro foi finalizada dentro do prazo previsto pelo termo, 04 de julho de 2026. Também como parte do atendimento às exigências do TAC, a Isover está trabalhando na desmobilização do forno até o dia 31 de julho de 2026. Importante reforçar que a Isover continuará atuando no Brasil e que, após a data mencionada, a Unidade Fabril passará a operar como um Centro de Distribuição, garantindo o fornecimento para toda a cadeia produtiva. Em relação aos seus colaboradores, empresa reforça que conduziu o processo de forma transparente, organizada e de acordo com a legislação, sempre comprometida em diminuir ao máximo o impacto para seus funcionários. A empresa reforça que nunca teve intenção de interromper a sua atividade produtiva, sempre respeitando as normas legais e ambientais.”
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