Pré-campanha de Flávio recalcula rota após proibição de Moraes
Integrantes do PL minimizam impactos nessa fase da campanha, mas defesa de Bolsonaro irá recorrer da decisão
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República foi obrigada a fazer um recalculo de rota após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de proibir a visita do senador ao seu pai, Jair, até as eleições de outubro.
Integrantes do PL ouvidos por O Antagonista apontam que a principal dificuldade na pré-campanha, a partir de agora, diz respeito à resolução de alguns conflitos internos que porventura venham a aparecer até às eleições. Mesmo assim, a defesa do filho do ex-presidente vai recorrer ao próprio Supremo da decisão. Apesar disso, os advogados sabem que as chances de vitória são mínimas, diante do retrospecto das decisões de Moraes.
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As candidaturas ao Senado nas mãos de Flávio
Outro problema diz respeito à configuração das candidaturas ao Senado. Nem todas foram fechadas na conversa entre Jair e Flávio ocorrida no final de semana, conforme apurou O Antagonista. Apesar disso, segundo interlocutores de Flávio, as indefinições são diminutas e restritas a estados que não são considerados essenciais na disputa.
Assim, Flávio teria autonomia o suficiente para definir essas pré-candidaturas ao Senado.
Um exemplo diz respeito ao Ceará, que foi pivô da crise entre Flávio e Michelle durante a pré-campanha. Após a conversa entre pai e filho, o ex-presidente reafirmou seu apoio à pré-candidatura de Alcides Fernandes ao Senado. A deputada federal Priscila Costa (PL) era a preferência de Michelle Bolsonaro.
Decisão inconstitucional e que interfere nas eleições, diz pré-campanha de Flávio
Em nota oficial divulgada no final da tarde desta segunda-feira, o advogado da pré-campanha de Flávio Tracy Reinaldet classificou a decisão de Alexandre de Moraes como “ilegal e inconstitucional”.
“Decisão do ministro Alexandre de Moraes é ilegal e inconstitucional. Ao proibir o Senador Flávio Bolsonaro de visitar o pai, a decisão do Ministro Alexandre de Moraes acaba por desrespeitar não só a Lei de Execução Penal e o Estatuto da Advocacia, mas também a Constituição”, disse o advogado.
O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), por sua vez, disse que a decisão é uma clara interferência no processo eleitoral.
“A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai, por ter divulgado uma carta escrita por Jair Bolsonaro, é autoritária, desproporcional e, na prática, tenta tornar o ex-presidente incomunicável. Uma clara interferência no jogo político”, disse o parlamentar.
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