Valdemar: “Bolsonaro é que tem os votos”
Presidente do PL diz que carta do ex-presidente fortalece candidatura de Flávio
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto (foto), afirmou neste domingo, 12, que a carta de Jair Bolsonaro fortalece a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência por reforçar a ligação do senador com o ex-presidente. Segundo ele, é Bolsonaro quem concentra o capital eleitoral da direita.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Valdemar rebateu críticas de que a divulgação da carta revelaria fragilidade na campanha de Flávio.
“O Bolsonaro é que tem os votos. Veja bem o que ele fez, por exemplo, para o nosso partido, nós estamos com 98 deputados hoje federais. É o Bolsonaro que tem muito voto. Agora, tem que ser gente boa para pegar esses votos”, afirmou.
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No sábado, 11, Flávio leu nas redes sociais uma carta atribuída ao pai, na qual Bolsonaro o chama de “porta-voz” e pede união da direita.
Após a leitura, o senador disse que o objetivo era evitar “falas conflituosas ou direções diferentes” em seu campo político.
A iniciativa ocorre em meio ao desgaste da relação entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Valdemar disse esperar que a carta ajude a pacificar o grupo e estimule Michelle a participar da campanha.
“Se nós perdermos as eleições, o Bolsonaro fica mais dez anos preso. Vai ser um caos.”
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Risco jurídico
A divulgação da carta também gerou a avaliação de que Bolsonaro pode ter ampliado seu risco jurídico, diante da possibilidade de a publicação ser interpretada como violação das restrições da prisão domiciliar.
O tema chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu que o ministro Alexandre de Moraes determine a volta de Bolsonaro ao regime fechado e aplique multa pela divulgação da carta.
Na petição, o parlamentar afirma:
“O descumprimento é objetivo, deliberado e confessado. Objetivo, porque a manifestação do apenado foi efetivamente veiculada em rede social, alcançando audiência massiva. Deliberado, porque a carta foi redigida na manhã do mesmo dia da divulgação, no curso de visita familiar autorizada, instrumentalizando-se, assim, o próprio regime de visitas.”
Apesar do pedido, Valdemar minimizou o risco de novas sanções ao ex-presidente. “Carta ele pode escrever”, afirmou.
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