Esvaziamento de barragem para eliminar peixe-chinês causa temor de avanço da espécie por um rio famoso
A operação aumentou a preocupação com o caminho que o peixe pode seguir
Uma operação criada para conter um peixe invasor levantou o medo de espalhá-lo ainda mais. A Espanha esvaziou a barragem de Alcollarín para reduzir o peixe-chinês, mas moradores e ambientalistas cobraram respostas sobre o risco de avanço pela bacia do famoso rio Guadiana.
Por que a Espanha esvaziou a barragem de Alcollarín?
A barragem foi esvaziada porque o peixe-chinês havia tomado grande parte do reservatório. Antes da operação, a espécie representava cerca de 95% dos peixes encontrados naquele ambiente.
O trabalho ocorreu em 2025, na província de Cáceres. A operação oficial de controle da espécie em Alcollarín reuniu retirada de peixes, redução da água e barreiras para tentar impedir fugas.

O que é o peixe-chinês e por que ele preocupa?
O peixe-chinês, de nome científico Pseudorasbora parva, é uma espécie pequena originária do leste da Ásia. Ele se reproduz rápido e consegue viver em ambientes bastante diferentes.
Na Europa, sua presença preocupa porque pode disputar alimento com peixes locais e carregar um agente que prejudica outras espécies. Os principais riscos são:
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Como o esvaziamento deveria impedir a fuga dos peixes?
A operação reduziu o nível da água para concentrar os peixes e facilitar sua retirada. Redes, barreiras e pesca elétrica, técnica que usa uma corrente controlada para imobilizar os animais por alguns segundos, fizeram parte do plano.
A água liberada também passou por pontos de controle. O objetivo era retirar o maior número possível de invasores sem permitir que eles seguissem pelos cursos de água abaixo da barragem.
O trabalho seguiu estas etapas:
- Redução da água: o reservatório foi esvaziado de forma gradual.
- Concentração: os peixes ficaram reunidos nas áreas mais profundas.
- Captura: redes e pesca elétrica ajudaram na retirada.
- Contenção: barreiras tentaram bloquear a passagem para outros rios.
- Recuperação: espécies locais foram devolvidas ao reservatório em 2026.
O peixe invasor realmente escapou para o rio Guadiana?
Ambientalistas e moradores relataram possível dispersão de peixes durante o esvaziamento. Eles também cobraram dados sobre mortes de espécies locais, mau cheiro e mudanças na presença de aves ao redor da barragem.
A autoridade responsável contestou a ideia de uma fuga descontrolada e afirmou que a espécie já existia em outros pontos da bacia. A situação reúne fatos confirmados e pontos ainda discutidos:
O que aconteceu com a barragem depois da operação?
Em março de 2026, a Confederação Hidrográfica do Guadiana informou que a operação retirou cerca de 91% da população invasora. O reservatório começou a receber barbos, bogas e cachos, peixes locais usados na recuperação do ambiente.
O balanço oficial da recuperação da barragem em 2026 mostra que o controle continuará. Já a cobrança ambiental por dados sobre o esvaziamento revela por que o caso continua cercado de dúvidas.
Ao tentar fechar uma porta para o peixe invasor, a operação obrigou autoridades a vigiar todo o rio.
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