Brasil tenta recuperar espécie extinta na natureza após trazer 41 aves da Alemanha e emociona pesquisadores
Ararinha-azul: Brasil traz 41 aves da Alemanha para voltar à natureza
A ararinha-azul sumiu do céu do Brasil por mais de 20 anos. A espécie foi dada como extinta na natureza no ano 2000. Agora o país tenta trazer a ave de volta: em janeiro de 2025, 41 ararinhas-azuis chegaram da Alemanha para serem soltas na Caatinga da Bahia.
Por que a ararinha-azul sumiu da natureza?
A ararinha-azul é uma ave só do Brasil, típica da Caatinga. Ela virou alvo do tráfico de animais por causa da beleza rara. O nome científico dela é Cyanopsitta spixii. A caça e a perda do mato deixaram a espécie sem chão.
Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, a ave foi declarada extinta na natureza no ano 2000. Isso quer dizer que não sobrou nenhuma vivendo solta. As últimas só existiam em cativeiro, longe de casa.

De onde vieram as 41 aves trazidas da Alemanha?
As 41 ararinhas vieram de um criador alemão, o maior do mundo nessa espécie. Elas saíram de Berlim e pousaram no aeroporto de Petrolina, em Pernambuco, em janeiro de 2025. De lá, seguiram de carro até Curaçá, no sertão da Bahia.
Curaçá foi escolhida por ser a terra natal da ave. O aeroporto de Petrolina fica perto do local de quarentena, o que reduz o estresse da viagem. Toda a operação é coordenada pelo Instituto Chico Mendes, o ICMBio, com apoio do Ibama.
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Como funciona a volta da ararinha-azul ao mato?
Não dá para soltar a ave direto no céu. Ela nasceu em cativeiro e precisa reaprender a viver livre. O processo tem etapas até o dia da soltura. Veja como acontece:
A ararinha-azul já conseguiu voltar a voar livre?
Sim, e foi um momento histórico. Em 2022, um primeiro grupo foi solto em Curaçá, depois de mais de duas décadas sem nenhuma ave livre. Em maio de 2024, dois filhotes nasceram no mato e voaram pela primeira vez.
Esse foi o sinal mais forte de que o plano podia dar certo. Filhote nascido solto mostra que a espécie começou a se reproduzir sozinha de novo. Especialistas chamaram a ação de uma das solturas de aves mais bem-feitas do mundo.
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Qual é a ameaça que pode acabar com o projeto?
Um vírus colocou tudo em risco. Em 2025, o ICMBio detectou o circovírus nas ararinhas, causador da Doença do Bico e das Penas. A doença não tem cura e enfraquece a ave: faz perder pena e deforma o bico. A tabela mostra o tamanho do problema.
| Ponto | Situação | Status |
|---|---|---|
| Aves livresViviam soltas em Curaçá | As 11 aves livres testaram positivo e foram recolhidas | Recolhidas |
| Novas solturasPrevistas para 2025 | Suspensas até a situação sanitária ficar sob controle | Suspensas |
| Aves sadiasSem sinal do vírus | 69 aves negativas foram levadas a um centro seguro | Protegidas |
O que o Brasil faz agora para salvar a espécie?
O ICMBio agiu para separar as aves doentes das sadias. Em maio de 2026, 69 ararinhas sem o vírus foram tiradas do criador e levadas para um centro seguro. O local é o Cemafauna, ligado à Universidade Federal do Vale do São Francisco.
A soltura só volta quando a saúde do grupo estiver garantida. Hoje, as aves em cuidado humano são a única chance de recuperar a espécie. O trabalho é lento e caro, mas a ararinha-azul já provou que pode voltar ao céu da Caatinga.
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