EUA lançam novos ataques contra alvos do Irã próximo a Ormuz
Imprensa internacional reportou explosões em pontos estratégicos ao longo da costa sul
Os Estados Unidos lançaram nesta quarta-feira, 8, uma nova ofensiva militar contra alvos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz.
“Sob as ordens do Comandante-em-Chefe, as forças do Comando Central dos EUA iniciaram ataques adicionais contra o Irã para degradar ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz ”, afirmou o Comando Central dos EUA (CENTCOM) em um comunicado divulgado no X.
Segundo as forças americanas, a operação tem como objetivo responsabilizar o Irã por “agressões injustificadas” contra embarcações comerciais que navegavam pela região de Ormuz. A ofensiva foi autorizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Há relatos de explosões em Sirik e Bandar Abbas, dois pontos estratégicos na costa sul do Irã, no Golfo Pérsico.
Escalada militar
A situação se deteriorou após o Pentágono realizar ataques aéreos contra alvos no sul do Irã e restabelecer sanções sobre as vendas de petróleo iraniano. Em represália, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã afirmou ter atingido 85 instalações militares dos EUA em Bahrein e Kuwait.
Os pontos críticos do confronto militar recente incluem:
- Abatimento de drone: As forças iranianas confirmaram a derrubada de um drone americano MQ-9 durante as operações.
- Defesa aérea: O Exército do Kuwait relatou a interceptação de mísseis e drones hostis, embora não tenha especificado publicamente a origem exata dos disparos.
- Ameaças de Teerã: O comando central militar do Irã classificou os ataques americanos como um “ato explícito de agressão” e prometeu uma resposta esmagadora contra qualquer interferência na gestão do Estreito de Ormuz.
O preço do petróleo
O mercado financeiro reagiu imediatamente às declarações de Trump e à instabilidade no Estreito de Ormuz. O preço do barril de petróleo subiu 6%, ultrapassando a marca de 78 dólares, o valor mais alto em mais de duas semanas.
Esse aumento reflete o medo de interrupções prolongadas no fornecimento de energia, especialmente após o governo Trump revogar a isenção que permitia a venda de petróleo iraniano.
As negociações diplomáticas já enfrentavam um hiato devido às cerimônias fúnebres do Ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo morto no primeiro dia de um ataque conjunto entre EUA e Israel.
Enquanto o corpo de Khamenei era levado para a cidade santa de Qom após dias de luto nacional em Teerã, o negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de violações graves do acordo, afirmando que a “era da intimidação e extorsão acabou”.
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