Mortes por terremotos na Venezuela sobem para 3.342
Balanço divulgado neste domingo registra mais 388 vítimas fatais; buscas continuam com apoio de equipes internacionais
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.342, segundo balanço divulgado neste domingo, 5, pelo Ministério da Informação do país. O governo também informou que mais de 16,7 mil pessoas ficaram feridas; as equipes de resgate continuam a atuar nas áreas afetadas.
Em relação ao boletim anterior, divulgado no sábado, foram registradas 388 novas mortes. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e provocaram destruição principalmente no estado de La Guaira, além de danos em Caracas.
Buscas continuam
Segundo o governo venezuelano, 83.793 famílias receberam assistência humanitária, 856 edifícios foram atingidos e 190 desabaram completamente.
As operações de busca contam com o apoio de 3.281 socorristas internacionais de mais de 30 países, incluindo o Brasil.
Imagens analisadas pela NASA indicam que os danos podem ser maiores do que o balanço oficial, com estimativa de que quase 60 mil edifícios tenham sofrido algum tipo de avaria.
Civil salva civil
O terremoto que atingiu principalmente a cidade costeira de La Guaira, onde fica o aeroporto que serve a capital Caracas, deixou hospitais inoperantes.
Ambulâncias não tinham gasolina para deslocar os feridos.
A população ainda ficou sem água e sem eletricidade.
Os militares, tão agraciados pelo chavismo com inúmeros benefícios, tiveram participação discreta nos primeiros dias.
“O chavismo foi, pouco a pouco, desmontando as instituições e desmantelando os serviços que poderiam ter algum valor para os venezuelanos. O terremoto deixou cidades sem eletricidade e sem água, o que praticamente inviabiliza um sistema de proteção civil diante desse tipo de tragédia”, afirma o cientista político Jose Vicente Carrasquero.
O resgate, assim, ficou por conta de voluntários da sociedade.
“O resgate inicial dependeu muito mais das próprias pessoas, que procuravam seus familiares e entes queridos, removendo escombros com as próprias mãos”, diz Carrasquero.
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